sábado, 29 de janeiro de 2011

Carta a Fábio

Antes de começar a escrever eu queria perguntar aos meus caros leitores se é realmente interessante eu ficar escrevendo essas cartas aqui, porque são cartas que escrevi a meus amigos e que achei que o conteúdo era próprio para blog.Se vocês caros leitores acharem essas cartas chatas, não desistam de ler meu blog!Apenas me informem que não querem mais saber delas e imediatamente eu paro de escrevê-las.Não tenha medo de me criticar, eu sou a pessoa mais aberta à críticas que conheço (modéstia à parte) desde que elas tenham argumento...Valeu por me ajudarem. Lá vai:


"Eu sinto muito pelo que fiz, foi ridículo.Eu sou ridícula, tu sabe muito bem.
Eu não tenho nunca a intenção de arrancar lágrimas alheias.O chorar é uma droga dolorida, e o pior de tudo é que ela é legalizada.
Quando eu roubo uma lágrima sequer, eu choro junto.Principalmente porque é quando minha própria consciência se põe contra mim.
Mas acredito que posso reparar.Um amor é sempre um amor.E acho que devemos utilizar o tempo,mesmo que ele seja injusto.Talvez ainda dê certo,ou talvez seja apenas eterno.Quero acreditar que seja assim.
E se lhe confortar, o tempo também me traiu avançando demais e não me deixando desfrutar de minhas descobertas.
Mas não estou aqui desabafando.Somos bem adultos, apesar de não querermos ser carregados pela correnteza.Podemos entender este fato mesmo sem aceitá-lo.
Toda vez que descemos à correnteza batemos contra as pedras, e isso dói.Mas já não existe ninguém à margem que nos possa acudir.O jeito então é se atirar na cachoeira e afundar no rio.
Mas nada impede que nos agarremos à uma pedra, mesmo que corte nossas mãos.
A vida é essa.Nosso conforto é saber que mesmo em último caso, tenho a ti e tu a mim.Isso nos deixa mais calmos.
Então não nos aborreçamos com a traição do tempo e do pensamento.Quando estamos sob efeitos alucinógenos saímos de nós.
E afinal, como digo, disse e  sempre direi : vai passar, faça o melhor que conseguir e puder enquanto estiver passando e depois que passar, passou.Para quê se preocupar?
Talvez passe amargamente para ti, mas mesmo assim passará.E se tu não conseguir ficar feliz depois da tempestade, me procure.Nada como um bom Merthiolate para resolver o ralado no joelho, que foi feito pela calçada.
E não tenha medo de pisar na calçada enquanto estiver precisando.Ela é obrigada a saber que em um lindo dia de sol tu vai pegar um giz e começar a fazer desenhos coloridos sobre ela.Isso ocorre naturalmente.
Espero que eu o tenha confortado, porque  quando eu precisar, vou cobrar de ti...
Fique tranqüilo,se agarre nas pedras e use Merthiolate.
Te amo muito,
                      Raquel"

É lógico que eu não vou contar pra vocês que lêem o blog qual foi o motivo dessa carta...Deduza você, já é um exercício de "escrevedor" ficar inventando situações para cartas dos outros...
Beijinhos a todos!!
                        Captain Purple

2 comentários:

  1. Eu acho essa carta aqui particularmente muito chata...
    hehehehe!
    Beijos Fabinho

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  2. Não sei não, esse Merthioolate ai, ein...

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