quarta-feira, 30 de março de 2011

Jim Knopf

Jim Knopf

Oi pessoal!!!
Vocês gostaram do meu livro "Milena Sardela"??
Não, eu sei que não, mas tudo bem...
Bom, se vocês não gostaram, ou não admitem que gostaram, ou até para os que gostaram, eu tenho uma sugestão bem da hora...

É um livro que eu li depois de "grande", eu já tinha 17 anos, adorei; mas se tu é daqueles que não lê mais livros infanto-juvenis, bom, primeiro tu é um chato de galocha que não sabe o que é bom nessa vida, e depois, tu não sabe o que tá perdendo, afinal esse livro é daqueles que no começo tu fala:
"-Ah...não vou ler esse livro...ele é chato!"
E depois tu persiste e lê todo ele, e quando acaba tu lê o segundo, que também acaba e tu fala:
"-Ah!Já acabou?Droga!Vou sentir saudades!"
Bom, se vocês nunca leram um livro assim, então vocês leram muito pouco nessa vida...

Mas falando mais sobre o livro:
Ele foi escrito pelo mesmo escritor de "A História Sem Fim", o Michael Ende, e por aí pode-se ver que é uma aventura fantástica(e infanto-juvenil, que em minha opinião são os melhores livros que existem!).
Segundo alguns leitores de livro, esse livro tem uma linguagem, um estilo de escrita parecido com o meu "Milena Sardela", ou seja: inocente inteligente, difícil facílimo e monótono envolvente.
Para quem leu "As Crônicas de Nárnia", "A Ilha do Tesouro" e outros infanto-juvenis(até mesmo "O Senhor dos Anéis") esse livro é o máximo.
É a história de um menino chamado Jim Knopf, Ema, a locomotiva e Lucas, o maquinista.
Eles fazem diversas aventuras em busca da origem de Jim, que misteriosamente chega a Lummerland dentro de um pacote, e a Senhora Heem resolve adotá-lo.
É legal demais e o final é super empolgante!

O nome do primeiro livro é "Jim Knopf e Lucas, o maquinista" e o segundo é "Jim Knopf e os Treze Piratas", de Michael Ende.
Leiam, vale a pena!

Ficou muito confusa essa postagem?Eu achei tão confusa...

Com o abraço de Raquel.
(Ou "Com o abraço de Josívio" ou ainda "Come o almoço do Josívio", lembra Fre?)

sábado, 26 de março de 2011

Blá Blá Blás...

Poesias de novo...

"Enfim..."

Não quero a solidão,
ela dói no coração.
Mas quero-a para chorar
as mágoas que ninguém pode entender.

Não quero a solidão,
ela é como uma assombração.
Mas quero-a para lembrar
que um dia amei alguém que se foi.

Não quero a solidão,
ela me faz uma enorme pressão.
Mas quero-a para pensar
que um dia fui feliz sem sofrer.

Não quero a solidão,
ela me traz apreensão.
Mas quero-a para recordar
que algum dia tudo vai passar...

(podre essa hein?)

"Angústia"

Num esforço
de esconder a lágrima
transfoemei-a
em ira, em raiva.
Libertei a Fênix
e destruí a vida.
Não sou eu quem eu sou.
E atrás dos olhos
a lágrima se amarga.
O coração solitário
implode no corpo
e a lágrima corre.
Esta maldita lágrima
que foi apertada
por palavras rudes
que detonaram
o coração ausente
e opaco...

"Melhor Amigo"

Sinto saudades
de um ser inventado.
Sinto saudades
de alguém que não existe.
Sinto saudades
de quem me entenda.
Em meu próprio pensamento,
que não vivo neste mundo,
mas lá me entendem.
Amo
quem nem sabe amar.
Amo
a mim que sou tu.
Amo
o nada, o irreal.
Ninguém vê
essa solidão.
Ninguém abraça
oo meu coração.
Estou sozinha,
e sinto saudades
até mesmo
de minha solidão!


Essa aqui é do aniversário de minha irmã:

"Nos 22"
Numa cultura
a mistura
das raças
comparsas.

Realidade
na humanidade
de gerações
e tradições.

Churrasco
do gado,
assado,
no pasto.

Campestre,
tão silvestre,
tão morno,
um estorvo!

É festa
na fresta
na vida
mantida.

(ui, é de dar dó, né? Cheio de rimas pobres e podres...Coitada da Carolina, minha irmã...)

Agora esse é para o meu aniversário:

"Nos 17"

Algo tão desmerecido
e que merecemos tanto!
Algo tão feliz
e tão irrelevante!
Nos traz honra
e nos traz agonia.
Ganho e perda
de todos esses anos.
Parabéns por viver.
Merecer um presente
por estar viva?
Fazer festa pela vida?
Então porque
pela pessoa?


"Ensaio 41"

Um sorriso
uma esperança
uma saudade
o vento...
Tu.

Gélido olhar,
tristeza.
Solidão a atraiçoar.
Vento...
Uma falsidade,
um nó.

O Negrinho do Pastoreio-Letra da Música de Devoção

@',-


Barbosa Lessa
Composição : Barbosa Lessa
Negrinho do Pastoreio,
Acendo esta vela pra ti
E peço que me devolvas
A querência que perdi.
Negrinho do pastoreio,
Traze a mim o meu rincão.
Eu te acendo esta velinha,
Nela esta meu coração.

Quero ver meu lindo pago
Coloreado de pitanga.
Quero ver a gauchinha
A brincar n'água da sanga.

/:Quero trotear pelas coxilhas,
Respirando a liberdade,
Que eu perdi naquele dia.
Que me embretei na cidade. :/

Negrinho do pastoreio,
Acendo esta vela pra ti
E peço que me devolvas
A querência que perdi.
Negrinho do pastoreio,
Traze a mim o meu rincão.
A velinha está queimando,
E aquecendo a tradição.


Copy Cat by Purple Captain (fontes confiáveis)

O Negrinho do Pastoreio-Conto Gaúcho \o/

Este é confiável Frederico, contado pelo Grande e Eterno Simões Lopes Neto (e esse eu também li...)


O NEGRINHO DO PASTOREIO
NAQUELE TEMPO os campos ainda eram abertos, não havia entre eles nem divisas nem cercas; somente nas volteadas se apanhava a gadaria xucra e os veados e as avestruzes corriam sem empecilhos...
Era uma vez um estancieiro, que tinha uma ponta de surrões cheios de onças e meias-doblas e mais muita prataria; porém era muito cauíla e muito mau, muito.
Não dava pousada a ninguém, não emprestava um cavalo a um andante; no inverno o fogo da sua casa não fazia brasas; as geadas e o minuano podiam entanguir gente, que a sua porta não se abria; no verão a sombra dos seus umbus só abrigava os cachorros; e ninguém de fora bebia água das suas cacimbas.
Mas também quando tinha serviço na estância, ninguém vinha de vontade dar-lhe um ajutório; e a campeirada folheira não gostava de conchavar-se com ele, porque o homem só dava para comer um churrasco de tourito magro, farinha grossa e erva-caúna e nem um naco de fumo… e tudo, debaixo de tanta somiticaria e choradeira, que parecia que era o seu próprio couro que ele estava lonqueando...
Só para três viventes ele olhava nos olhos: era para o filho, menino cargoso como uma mosca, para um baio cabos-negros, que era o seu parelheiro de confiança, e para um escravo, pequeno ainda, muito bonitinho e preto como carvão e a quem todos chamavam somente o — Negrinho.
A este não deram padrinhos nem nome; por isso o Negrinho se dizia afilhado da Virgem, Senhora Nossa, que é a madrinha de quem não a tem.
Todas as madrugadas o Negrinho galopeava o parelheiro baio; depois conduzia os avios do chimarrão e à tarde sofria os maus tratos do menino, que o iudiava e se ria.
*
* *
Um dia depois de muitas negaças, o estancieiro atou carreira com um seu vizinho. Este queria que a parada fosse para os pobres; o outro que não, que não! que a parada devia ser do dono do cavalo que ganhasse. E trataram: o tiro era trinta quadras, a parada, mil onças de ouro.
No dia aprazado, na cancha da carreira havia gente como em festa de santo grande.
Entre os dois parelheiros, a gauchada não sabia se decidir, tão perfeito era e bem lançado cada um dos animais. Do baio era fama que quando corria, corria tanto, que o vento assobiava-lhe nas crinas; tanto, que só se ouvia o barulho, mas não lhe viam as patas baterem no chão... E do mouro era voz que quanto mais cancha, mais agüente e que desde a largada ele ia ser como um laço que se arrebenta...
As parcerias abriram as guaiacas, e aí no mais já se apostavam aperos contra rebanhos e redomões contra lenços.
—Pelo baio! Luz e doble!…
—Pelo mouro! Doble e luz!...
Os corredores fizeram as suas partidas à vontade e depois as obrigadas; e quando foi na última, fizeram ambos a sua senha e se convidaram. E amagando o corpo, de rebenque no ar, largaram, os parelheiros meneando cascos, que parecia uma tormenta...
— Empate! Empate! — gritavam os aficionados ao longo da cancha por onde passava a parelha veloz, compassada como numa colhera.
— Valha-me a Virgem madrinha, Nossa Senhora! — gemia o Negrinho. — Se o sete-léguas perde, o meu senhor me mata! hip! hip! hip!...
E baixava o rebenque, cobrindo a marca do baio.
— Se o corta-vento ganhar é só para os pobres!... retrucava o outro corredor. Hip! hip!
E cerrava as esporas no mouro.
Mas os fletes corriam, compassados como numa colhera, Quando foi na última quadra, o mouro vinha arrematado e o baio vinha aos tirões… mas sempre juntos, sempre emparelhados.
E a duas braças da raia, quase em cima do laço, o baio assentou de supetão, pôs-se em pé e fez uma caravolta, de modo que deu ao mouro tempo mais que preciso para passar, ganhando de luz aberta! E o Negrinho, de em pêlo, agarrou-se como um ginetaço.
— Foi mau jogo! — gritava o estancieiro.
— Mau jogo! — secundavam os outros da sua parceria.
A gauchada estava dividida no julgamento da carreira; mais de um torena coçou o punho da adaga, mais de um desapresilhou a pistola, mais de um virou as esporas para o peito do pé... Mas o juiz, que era um velho do tempo da guerra de Sepé-Tíaraju, era um juiz macanudo, que já tinha visto muito mundo. Abanando a cabeça branca sentenciou, para todos ouvirem:
— Foi na lei! A carreira é de parada morta; perdeu o cavalo baio, ganhou o cavalo mouro, Quem perdeu, que pague. Eu perdi cem gateadas; quem as ganhou venha buscá-las. Foi na lei!
Não havia o que alegar. Despeitado e furioso, o estancieiro pagou a parada, à vista de todos, atirando as mil onças de ouro sobre o poncho do seu contrário, estendido no chão.
E foi um alegrão por aqueles pagos, porque logo o ganhador mandou distribuir tambeiros e leiteiras, côvados de baeta e haguais e deu o resto, de mota, ao pobrerio. Depois as carreiras seguiram com os changueiritos que havia.
*
* *
O estancieiro retirou-se para a sua casa e veio pensando, pensando calado, em todo o caminho. A cara dele vinha lisa, mas o coração vinha corcoveando como touro de banhado laçado a meia espalda… O trompaço das mil onças tinha-lhe arrebentado a alma.
E conforme apeou-se, da mesma vereda mandou amarrar o Negrinho pelos pulsos a um palanque e dar-lhe, dar-lhe uma surra de relho.
Na madrugada saiu com ele e quando chegou no alto da coxilha falou assim:
— Trinta quadras tinha a cancha da carreira que tu perdeste: trinta dias ficarás aqui pastoreando a minha tropilha de trinta tordilhos negros... O baio fica de piquete na soga e tu ficarás de estaca!
O Negrinho começou a chorar, enquanto os cavalos iam pastando.
Veio o sol, veio o vento, veio a chuva, veio a noite. O Negrinho, varado de fome e já sem força nas mãos, enleou a soga num pulso e deitou-se encostado a um cupim.
Vieram então as corujas e fizeram roda, voando, paradas no ar, e todas olhavam-no com os olhos reluzentes, amarelos na escuridão. E uma piou e todas piaram, como rindo-se dele, paradas no ar, sem barulho nas asas.
O Negrinho tremia, de medo... porém de repente pensou na sua madrinha Nossa Senhora e sossegou e dormiu.
E dormiu. Era já tarde da noite, iam passando as estrelas; o Cruzeiro apareceu, subiu e passou; passaram as Três-Marias: a estrela-d’alva subiu... Então vieram os guaraxains ladrões e farejaram o Negrinho e cortaram a guasca da soga. O baio sentindo-se solto rufou a galope, e toda a tropilha com ele, escaramuçando no escuro e desguaritando-se nas canhadas.
O tropel acordou o Negrinho; os guaraxains fugiram, dando berros de escárnio,
Os galos estavam cantando, mas nem o céu nem as barras do dia se enxergava: era a cerração que tapava tudo.
E assim o Negrinho perdeu o pastoreio. E chorou.
*
* *
O menino maleva foi lá e veio dizer ao pai que os cavalos não estavam. O estancieiro mandou outra vez amarrar o Negrinho pelos pulsos a um palanque e dar-lhe, dar-lhe uma surra de relho.
E quando era já noite fechada ordenou-lhe que fosse campear o perdido. Rengueando, chorando e gemendo, o Negrinho pensou na sua madrinha Nossa Senhora e foi ao oratório da casa, tomou o coto de vela acesa em frente da imagem e saiu para o campo.
Por coxilhas e canhadas, na beira dos lagoões, nos paradeiros e nas restingas, por onde o Negrinho ia passando, a vela benta ia pingando cera no chão; e de cada pingo nascia uma nova luz, e já eram tantas que clareavam tudo. O gado ficou deitado, os touros não escarvaram a terra e as manadas xucras não dispararam... Quando os galos estavam cantando, como na véspera, os cavalos relincharam todos juntos. O Negrinho montou no baio e tocou por diante a tropilha, até a coxilha que o seu senhor lhe marcara.
E assim o Negrinho achou o pastoreio. E se riu...
Gemendo, gemendo, o Negrinho deitou-se encostado ao cupim e no mesmo instante apagaram-se as luzes todas; e sonhando com a Virgem, sua madrinha, o Negrinho dormiu. E não apareceram nem as corujas agoureiras nem os guaraxains ladrões; porém pior do que os bichos maus, ao clarear o dia veio o menino, filho do estancieiro e enxotou os cavalos, que se dispersaram, disparando campo fora, retouçando e desguaritando-se nas canhadas.
O tropel acordou o Negrinho e o menino maleva foi dizer ao seu pai que os cavalos não estavam lá...
E assim o Negrinho perdeu o pastoreio. E chorou...
*
* *
O estancieiro mandou outra vez amarrar o Negrinho pelos pulsos, a um palanque e dar-lhe, dar-lhe uma surra de relho... dar-lhe até ele não mais chorar nem bulir, com as carnes recortadas, o sangue vivo escorrendo do corpo… O Negrinho chamou pela Virgem sua madrinha e Senhora Nossa, deu uni suspiro triste, que chorou no ar como uma música, e pareceu que morreu...
E como já era noite e para não gastar a enxada em fazer uma cova, o estancieiro mandou atirar o corpo do Negrinho na panela de um formigueiro, que era para as formigas devorarem-lhe a carne e o sangue e os ossos... E assanhou bem as formigas, e quando elas, raivosas, cobriam todo o corpo do Negrinho e começaram a trincá-la é que então ele se foi embora, sem olhar para trás.
Nessa noite o estancieiro sonhou que ele era ele mesmo, mil vezes e que tinha mil filhos e mil negrinhos, mil cavalos baios e mil vezes mil onças de ouro… e que tudo isto cabia folgado dentro de um formigueiro pequeno...
Caiu a serenada silenciosa e molhou os pastos, as asas dos pássaros e a casca das frutas.
Passou a noite de Deus e veio a manhã e o sol encoberto. E três dias houve cerração forte, e três noites o estancieiro teve o mesmo sonho.
*
* *
A peonada bateu o campo, porém ninguém achou a tropilha e nem rastro.
Então o senhor foi ao formigueiro, para ver o que restava do corpo do escravo.
Qual não foi o seu grande espanto, quando chegado perto, viu na boca do formigueiro o Negrinho de pé, com a pele lisa, perfeita, sacudindo de si as formigas que o cobriam ainda!... O Negrinho, de pé, e ali ao lado, o cavalo baio e ali junto a tropilha dos trinta tordilhos... e fazendo-lhe frente, de guarda ao mesquinho, o estancieiro viu a madrinha dos que não a têm, viu a Virgem, Nossa Senhora, tão serena, pousada na terra, mas mostrando que estava no céu... Quando tal viu, o senhor caiu de joelhos diante do escravo.
E o Negrinho, sarado e risonho, pulando de em pêlo e sem rédeas; no baio, chupou o beiço e tocou a tropilha a galope.
E assim o Negrinho pela última vez achou o pastoreio. E não. chorou, e nem se riu.
*
* *
Correu no vizindário a nova do fadário e da triste morte do Negrinho, devorado na panela do formigueiro.
Porém logo, de. perto e de longe, de todos os rumos do vento, começaram a vir notícias de um caso que parecia um milagre novo...
E era, que os posteiros e os andantes, os que dormiam sob as palhas dos ranchos e os que dormiam na cama das macegas, os chasques que cortavam por atalhos e os tropeiros que vinham pelas estradas, mascates e carreteiros, todos davam notícia — da mesma hora — de ter visto passar, como levada em pastoreio, uma tropilha de tordilhos, tocada por um Negrinho, gineteando de em pêlo, em um cavalo baio!…
Então, muitos acenderam velas e rezaram o Pai-nosso pela alma do judiado. Daí por diante, quando qualquer cristão perdia uma cousa, o que fosse, pela noite velha o Negrinho campeava e achava, mas só entregava a quem acendesse uma vela, cuja luz ele levava para pagar a do altar da sua madrinha, a Virgem, Nossa Senhora, que o remiu e salvou e deu-lhe uma tropilha, que ele conduz e pastoreia, sem ninguém ver.
*
* *
Todos os anos, durante três dias, o Negrinho, desaparece: está metido em algum formigueiro grande, fazendo visita às formigas, suas amigas; a sua tropilha esparrama-se, e um aqui, outro por. lá, os seus cavalos retouçam nas manadas das estâncias. Mas ao nascer do sol do terceiro dia, o baio relincha. perto do seu ginete; o Negrinho monta-o e vai fazer a sua recolhida; é quando nas estâncias acontece a disparada das cavalhadas e a gente olha, olha, e n&o vê ninguém, nem na ponta, nem na culatra.
*
* *
Desde então e ainda hoje, conduzindo o seu pastoreio, o Negrinho, sarado e risonho, cruza os campos, corta os macegais, bandeia as restingas, desponta os banhados, vara os arroios, sobe as coxilhas e desce às canhadas.
O Negrinho anda sempre à procura dos objetos perdidos, pondo-os de jeito a serem achados pelos seus donos, quando estes acendem um coto de vela, cuja luz ele leva para o altar da Virgem Senhora Nossa, madrinha dos que não a têm.
Quem perder suas prendas no campo, guarde esperança: junto de algum moirão ou sob os ramos das árvores, acenda uma vela para o Negrinho do pastoreio e vá lhe dizendo —Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi... Foi por ai que eu perdi!...
Se ele não achar… ninguém mais.

Copy Cat by Captain Purple

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Ratinho de Dona Maricotinha

A dona Maricotinha tinha um ratinho que sempre andava em roda dela.Certo dia dona Maricotinha fez feijão com toucinho e deixou a panela cozinhando em cima do fogão.Como o ratinho era louco por toucinho, subiu em cima da panela para tomar um caldinho, e caiu lá dentro.Quando a dona Maricotinha foi ver o feijão, viu seu ratinho lá dentro, afogadinho.
Ela ficou desesperada e foi chorar sentada no banco embaixo da laranjeira.
A laranjeira vendo toda aquela choradeira perguntou:
-Oque foi dona Maricotinha, que choradeira toda é essa?
E a dona Maricotinha, em prantos:
-Eu estava fazendo feijão quando o meu ratinho foi pegar um toucinho, caiu dentro da panela de feijão, e morreu afogado.
E a laranjeira então disse:
-Ah, que tristeza! Então por que isso aconteceu, eu vou derrubar todas as minhas folhas e frutos.
E assim o fez.
Havia um passarinho que sempre ia sentar na laranjeira pela manhã para tirar um dedo de prosa.Vendo sua amiga laranjeira tão peladinha, sem folhas nem frutos, perguntou:
-Credo cumadre, o que aconteceu com suas folhas?
E a laranjeira muito triste respondeu:
-Ah seu passarinho, a dona Maricotinha foi cozinhar feijão, o seu ratinho subiu na panela para pegar um toucinho e caiu lá dentro, morrendo afogado. Por isso, resolvi derrubar todas as minhas folhas e frutos.
E o passarinho, ouvindo isso, respondeu:
-Ah, que tristeza! Então porque isso aconteceu, eu vou tirar todas as minhas penas.
E assim o fez.
Masi tarde o passarinho pousou sobre as aspas do boi, que vendo o passarinho todo sem penas perguntou:
-Credo passarinho, porque é que está assim todo depenado?O que aconteceu?
E o passarinho respondeu:
-Ah seu boi, a laranjeira perdeu as folhas e frutos e eu perdi as penas porque dona Maricotinha anda muito triste porque o ratinho subiu na panela de feijão, caiu lá dentro e morreu afogado.
E com a notícia  o boi falou:
-Ah, que tristeza! Então porque isso aconteceu, eu também vou quebrar minhas aspas.
E assim o fez.
Mais tarde o boi foi tomar água no olho d'água, que viu o boi com as aspas quebradas e perguntou:
-Credo seu boi, anda com essas aspas quebradas? O que aconteceu?
E o boi com grande angústia respondeu:
-Ah seu olho d'água, a laranjeira perdeu as folhas e frutos, o passarinho perdeu as penas e eu quebrei as aspas porque dona Maricotinha está muito triste poque o ratinho subiu na panela de feijão, caiu e se afogou.
E o olho d'água muito triste retrucou:
-Ah que tristeza! Então porque isso aconteceu eu vou secar toda a minha água.
E assim o fez.
Perto dali morava um fazendeiro que sempre vinha buscar água no olho d'água. Este chegando ao olho d'água viu que estava seco e perguntou:
-Credo seu olho d'água, tenho sede! Porque anda seco desse jeito?
E o olho d'água respondeu ao fazendeiro:
-Ah seu fazendeiro, a laranjeira derrubou as folhas e frutos, o passarinho perdeu as penas, o boi quebrou as aspas e eu sequei minha água, porque dona Maricotinha está muito triste porque seu ratinho subiu na panela de feijão, caiu e se afogou.
O fazendeiro ouvindo isso disse:
-Não pode ser! Eu quero ver esse ratinho e é agora.
Então o fazendeiro foi até a casa de dona Maricotinha e tirou o ratinho de dentro do feijão, apertando sua barriguinha.O ratinho cuspiu um pouco do caldinho do feijão e acordou, num suspiro.
-Vivaaaaa!-Gritaram o fazendeiro e dona Maricotinha-o ratinho vive!
E com a notícia espalhada a laranjeira voltou a dar laranjas e folhas, o passarinho recuperou as penas, o boi endireitou as aspas e o olho d'água voltou a dar água.
O fazendeiro casou com dona Maricotinha e o ratinho...nunca mais quis saber de toucinho!

História original contada por Cercy Cardoso Corrêa, meu anjo da guarda e falecida avó.
Por Purple Captain

Rola, rola poronguinho

Era uma vez um garotinho que tinha de visitar sua avó que morava do outro lado da floresta.
Quando ia saindo de casa sua mãe lhe disse:
-Tome muito cuidado meu filho, pois a floresta é muito perigosa e cheia de animais selvagens.
O garotinho, todo amedrontado seguiu sua viagem, pois estava morrendo de saudades de sua avó.Quando chegou no meio da floresta, o menino encontrou uma onça faminta que lhe disse:
-Ora, ora, chegou bem na hora do jantar! O que um menino indefeso como você faz sozinho aqui na mata?
E o garotinho, apurado respondeu:
-Não me coma, dona onça, que eu estou indo visitar minha avózinha e volto ainda hoje para casa!
E a onça disse:
-Então vou esperar você voltar para te engolir.
E assim o menino seguiu em frente. Logo adiante avistou um leão baio faminto que lhe disse:
-Ora, ora, chegou bem na hora do jantar! O que um menino indefeso como você faz sozinho aqui na mata?
E o menino novamente respondeu:
- Não me coma, seu leão baio, que estou indo visitar minha avózinha e volto ainda hoje para casa!
E o leão baio disse:
-Então vou esperar você voltar para te engolir.
E o menino continuou a andar até que encontrou um gato-do-mato faminto que lhe falou:
-Ora, ora, chegou bem na hora do jantar! O  que um menino indefeso como você faz sozinho aqui na mata?
E o menininho, outra vez disse:
-Não me coma, seu gato-do-mato, que estou indo visitar minha avózinha e volto ainda hoje para casa!
E o gato-do-mato falou:
-Então vou esperar você voltar para te engolir.
E o rapazinho continuou sua viagem até a casa de sua avó. Quando chegou lá, contou a ela tudo que havia acontecido, e esta, que era muito esperta teve uma idéia:
-Vou pegar um poronguinho e abrir uma portinha.Você, meu netinho, entra dentro dele e fecha a portinha.Quando for atravessar a floresta, deve dizer "rola, rola poronguinho! Rola, rola poronguinho!" e o poronguinho vai rolar até a sua casa, onde você estará em segurança.
A avó e omenino prepararam o poronguinho, e depois de se despedirem, o menino entrou no poronguinho, fechou a portinha e disse:
-Rola, rola poronguinho! Rola , rola poronguinho!
E o poronguinho saiu rolando e rolando, e entrou na mata. Um pouco adiante, o gato-do-mato estava só esperando o menino voltar para casa, para devorá-lo, enquanto brincava com seus três filhotes. O gato-do-mato viu o poronguinho rolando e rolando, e  parou-o para perguntar-lhe:
-Poronguinho, poronguinho, você não viu por aí um menininho assim, assim e assim?
E o menininho, de dentro do poronguinho respondeu:
-Não seu gato-do-mato, não vi.
E aproveitando que o gato-do-mato se distraiu, pegou um gatinho-do-mato e colocou-o dentro do poronguinho, dizendo em seguida:
-Rola, rola poronguinho! Rola, rola poronguinho!
E o poronguinho saiu rolando e rolando. Mais adiante, o leão baio esperava o menininho voltar para casa para devorá-lo, enquanto brincava com seus três filhotes. O leão baio viu o poronguinho rolando e rolando e parou-o para perguntar-lhe:
-Poronguinho, poronguinho,você não viu por aí um menininho assim, assim e assim?
E o menininho, de dentro do poronguinho respondeu:
-Não seu leão baio, não vi.
E aproveitando que o leão baio se distraiu, pegou um leãozinho baio e colocou dentro do poronguinho dizendo:
-Rola, rola poronguinho! Rola, rola poronguinho!
E o poronguinho saiu rolando e rolando.Um pouco mais à frente, a onça esperava o garotinho voltar para casa para devorá-lo enquanto brincava com seus três filhotes. A onça viu o poronguinho rolando e rolando e parou-o para perguntar-lhe:
-Poronguinho, poronguinho, você não viu por aí um menininho assim, assim e assim?
E o menininho, de dentro do poronguinho respondeu:
-Não dona onça, não vi.
E aproveitando que a onça se distraiu, pegou uma oncinha e colocou-a dentro do poronguinho dizendo logo em seguida:
-Rola, rola poronguinho! Rola, rola poronguinho!
E o poronguinho saiu rolando, e rolando.Chegou à casa do garotinho já de noite, onde sua mãe esperava preocupada. A mãe do garotinho viu o poronguinho rolando e rolando e parou-o para perguntar:
-Poronguinho, poronguinho, você não viu um menininho assim , assim e assim?
E de lá de dentro do poronguinho o menininho falou:
-Sou eu mamãe, sou eu! Seu filinho!
A mãe do menininho abriu a portinha do poronguinho e de lá saiu um gatinho-do-mato:
-Miau!
A mãe olhou o gatinho e disse:
-Ai, esse não é meu filinho! Será que o gato-do-mato o comeu?
Mas de dentro do poronguinho o menininho continuou a gritar:
-Sou eu mamãe, sou eu! Seu filinho!
A mãe do menininho abriu de novo a portinha do poronguinho, e de lá saiu um leãozinho baio:
-Rrrrrr...
A mãe olhou o leãozinho e disse:
-Ai, esse não é meu filinho! Será que o leão baio o comeu?
E dentro do poronguinho o menininho gritava:
-Sou eu mamãe, sou eu! Seu filinho!
A mãe do menininho abriu a portinha do poronguinho e de lá saiu uma oncinha:
-Grauuu
A mãe olhou a oncinha e disse:
-Ai, essa não é meu filinho! Será que a onça o comeu?
E o menininho gritou de dentro do poronguinho:
-Sou eu mamãe, sou eu! Seu filinho!
A mãe abriu a portinha do poronguinho uma última vez, e de lá saiu o seu filinho, que lhe contou toda a história do poronguinho.
No final, o garotinho convidou a oncinha, o leãozinho baio e o gatinho-do-mato para morar com eles, e sua mãe gostou muito.
Toda vez que o menininho queria visitar sua avó, lá se ia dentro do poronguinho a gritar:
-Rola, rola poronguinho! Rola, rola poronguinho!
Fim

História original contada por Cercy Cardoso Corrêa, meu anjo da guarda e falecida avó.
Por Purple Captain

domingo, 20 de março de 2011

Velharias do ex blog

Bobagens...tudo de bom!!


Olha o desperdício!
Olha o perdício
Olha o desachadício
Olha o achadício
Deixa disso
Deixa daquilo
Deixa daquilo outro...


O cachorro au-au
O gatinho miau
A vaquinha móó
O galo có
A galinha cócó
O ratinho quick
O passarinho pip
O cavalo riiinch
O elefante fuóóó
O coelho...
A ovelhinha Bééé
O sapinho croach
E o pintinho piu piu piu
O patinho kueck
A baleia splashão
E o pintinho piu piu piu piu
piu piu piu

Dia de são João baterista,ops!
Seu João baterista?
Não!
São João Batista!!
Isso!!!
São João Batista
(Ele se batia demais?)




Na lei:
-Olha o quebra-mola!*
Cân-Cun!
Rápido demais:
-Olha o que...
Câncun!

*Quebra-mola:Lombada


Au au - cão
Bau bau - Monicão
Cau cau - Cão de pedreiro(cal)
Caim caim - cão chorão
Abel abel - cão fiel
miau miau - gato
piu piu - pintinho
Cué cué - pato

Agosto...
à gosto o que?
Sal?
Pimenta?
Tempero?


onononononononono
O nono nô nanô no Nono


A música deveria ser uma das sete maravilhas do mundo...


Eu comi maracujá.
Eu dormi lendo.
Eu dividi coca e vou ter que pagar.
Eu ganhei chiclé.
Eu quero comer tomate.
Eu rio dançando.
Eu sou louca de tudo.
Eu sou feliz.
Eu tô elétrica que nem o Lex.*
Eu sou Raquel...

*Lex é o meu gatinho de estimação(foooofooooo!)

Resolvi mostrar quem sou eu...

OI!!!
Esta aqui sou eu, para os curiosos que não sabiam que eu era a Raquel...
É claro que como esta foto tem quase um ano ou mais, eu já não tenho mais esse cabelão, ele tá mais curto.
E esse pijama fofo também já tá bem curto...
Viu? Não é todo Capitão que veste roupas do século dezesseis, principalmente pijama...

Tchau bjusss a todos.
Captain Purple

sexta-feira, 18 de março de 2011

Conto de Fada


Mudei.
E percebo isso agora. Estou diferente. Mas não é um diferente de ontem, é um diferente de "pessoa". Estou virando outra pessoa, estou passando de um ser para outro, de uma Raquel para outra...
Será que só aconteceu agora ou será que fui eu que só percebi agora?
Não pode ser, porque se eu tivesse percebido só agora, eu teria mudado de ontem para hoje, e não de "pessoa" para "outra pessoa"...
Sinto a mesma coisa que senti quando fiz doze anos, e a qual as "pessoas grandes " diziam ser o crescimento. Mas eu sei que não é isso, porque crescer se cesce todo dia e de dois modos.O primeiro é crescer em estatura, e o segundo é o chamado "amadurecer", que se dá através de ações, palavras e modos de agir...
E eu sei que essas mudanças que estão acontecendo não são nem amadurecimento e nem crescimento. Eu sinto!
Sinto que o mundo, o real, não o manipulado, anda mudando.
Nada mais é roxo! Tudo agora é marrom...
Estou com medo. E se eu me esquecer como se entra nos livros? E se eu me esquecer como se encontra uma fada? E se eu me esquecer como se vive num sonho?
É  possível viver sem "ser"? É posível viver no mundo irreal e no real ao mesmo tempo?
Mas voltando ao que interessa realmente...estou passando por novas experiências, e ao contrário de quando eu tinha doze anos, agora não posso falar dessas experiências abertamente ao mundo, porque senão podem achar que eu sou maluca ou algo semelhante...E eu perdôo o mundo, porque ele está sendo manipulado pelo sistema...E só por isso o perdôo! Mas acho que seria muito bom eu partilhar minhas experiências com o mundo alheio, dando a desculpa de que sou uma mera escritora...
Pode ser uma boa idéia...
Mas por ora quero dizer apenas:

"Truly Scrumptious, yo're truly Truly Scrumptious. Honest Truly, yo're the answer to my wishes, Truly Scrumptious. Never, never ever go away. My hart is so unruly, because I love you Truly, honest Truly I do!"


Por Purple Captain

quinta-feira, 17 de março de 2011

Can You dream it Down? - Tradução

Título: Você pode sonhar para baixo?
Autores: Hagata e Tadeu
Banda: Docinho Podre (Putrid Little Candy)

Quando os corpos levantaram da grama
a chuva estava correndo pelo sol.
Nossos sobrenomes (apelidos) cruzaram o crescimento
e o caminho para a cama era uma lua amarela.

Xicara de café, relógio quebrado e um velho palhaço louco,
na manhã das sombras
nuvens são cachecóis de ovelha?

Nós nadamos no roxo,
a luz estava tão brilhante.
Juntos nós lambemos um sorvete verde!
Agora areias cantantes fritam meus ovos,
as folhas brincam em meus cabelos,
a neve está em meu nariz,
e o pólen da primavera!
(atcho)

Meia noite... (mimimimimi) Eu levantei para baixo... (háháháháhá)

O caminho em que nadei
é o mesmo do seu sonho.
Eu vi o vento
e esmaguei sua mão!
(pára)

(ferros e carrossel)

Onde está o sentido do suor
nesta situação sangrenta?
Porque o escuro neste momento
se a lua é tão dourada?
A geléia é tão quente e a lágrima é azul.
E então eu pergunto por quê?

(pausa por um longo tempo)

Quando meu corpo levanta da cama
as nuvens estão chovendo no escuro.
Nossos sentidos estão crescendo neste momento
e o caminho para o sonho é um sol amarelo.

Café e geléia, relógio azul e uma velha lágrima dourada
na manhã de sangue
eu posso sonhar para baixo?
(ding dong)

(refrão)

Onde está a sombra da lua
nesta situação engraçada?
Porque grama nesta cruz
se o rompimento é tão maluco?

O nome é tão quente e o apelido tão barato.
Então eu pergunto por quê?

(pausa por um longo tempo...surdina: Você está sonhando agora)

Olha a versão Barbie da Putrid Little Candy


Da direita para a esquera: Berenis, Wenda, Pollyanna, Hagata, Éowin, e no chão, Edelmines ao lado do docinho podre!




Eu prometo que depois ponho nossa foto de verdade ou algum desenhinho nosso e etc...

PorPollyanna
(aquelaque está entre a de camisa roxa e a com o echarpe rosa...)

Can You Dream It Down? - Putrid Little Candy

When the bodies wake up of the grass
The rain is running in the sun.
Our nicknames crossed over the growth
and the way to the bed was a yellow moon.

Coffe of cups, broken clock and a crazy old clown
on the morning of shadows
clouds're sheep shalls?

We swam in the purple,
the light was so sparkle.
Together we licked an green ice cream!
Now singing sands fries my eggs,
the leaves playing'in my hair.
The snow is'n my nose
and the pollens of spring!
(Atchoo)

Midnight... (mimimimimi) I woke down... (háháháháhá)

The way that i swam
is the same as your dream.
I saw the wind
and crushed your hand!
(stop)

(irons and carousel)

Where's the sense of sweat
in this bloody situation?
Why dark in this time
if the moon is so golden?
The jam is so hot and the tear is blue
And so I ask for why?

(pause for a long time )

When my body wake up of the bed
the clouds're raining in the dark.
Ours senses are growing in this time
and the way of dream is a yellow sun.

Coffe and jam,blue clock and a old golden  tear
in the morning of blood
can I dream down?
(ding dong)

(chorus)

Where's the shadow of moon
in this clown situation?
Why grass in this cross
if the broken is so crazy?

The name is so hot and the nick is so cheap.
And so I ask for why?

(pause for a long time ...sordino: You are dreaming now).


Bom gente, deixe-me explicar: essa aqui é a primeira composição da banda Putrid Little Candy.
Espero que tenham gostado.Vou pôr a tradução para vocês aqui também.
Aguardem novas composições...

Por Berenis, Wenda, Pollyanna, Hagata, Éowin e Edelmines.
Composição original de Hagata Nanes Martins e Tadeu Cstu.