sexta-feira, 20 de maio de 2011

Érica

Visto-me de mim mesma.
Abro o zíper, entro dentro de mim,
fecho o zíper, saio por aí.
Agora estou fantasiada de mim.
Faço tantas coisas!
Fico rebelde, morro de raiva.
Mudo a maquiagem, corto o cabelo...
Que importa? Estou fantasiada de mim.
Tudo aquilo que faço
é fingimento da fantasia.
Chamam o meu nome
mas que adianta?
Estou fantasiada e a fantasia
é que responde.
Porém um dia canso de atuar.
Volto ao meu anormal
e saio saltitando feliz da vida
por ser de novo eu mesma...

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