quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Poesias de Yolanda Luíza Olivieri Tilscher

"Poesia"

Seguir pelos caminhos - sem caminho,
sem pensamento sem itinerário

- ser como folha solta, passarinho -
ou sem som e sem forma como a aragem

e chegar onde então jamais andara
- sem cansaço

e ficar fazendo parte da paisagem
como essa folha anônima do espaço.

Chegar sem ser notada ou pressentida
sem máscara, renúncia ou tolhimento.
Chegar somente. E tão somente para

amar alguém em puro isolamento
- amor sem a presença - imaginário...

E voltar com o vento...


"Contemplação"

Deixa que este luar
caia sobre o mar e a rosa
e depois pensaremos nele
numa aurora...

Deixa que este silêncio
que nos envolve, aqui, agora,
continue assim mesmo silêncio
(Falemos dele em outra hora...)

Deixa que a minha sombra informe
se firme e forme na neblina
porque tudo reaveremos
de retina...

Pensa que nunca existiu nada
que só foi sonho (ou só memória)
como esta flor que ontem não era
e hoje é parte de uma aurora.

Paremos nós neste momento
e encantemos esta hora.
Depois teremos o silêncio
o luar, o mar e ainda - a rosa...

Civilização da Opulência - Angel González





Particular menção merecem as vitrinas
onde se exibem modas de senhoras.

As sombrinhas de palha de Florença,
levemente douradas, mas sem brilho,
combinam com o fogo de um lenço
desenhado em Paris,
sobre o qual,
                esbelto,
rodeado de pedras ( como gotas
de sangue) de um colar
falso até o êxtase,
                        se eleva
- incômodo, esquisito, indiferente-
um sapato,
um único sapato inconcebível;
esmagador exemplo de beleza,
catedral entrevista sem distância,
cantando com sua esbelta arquitetura
um mudo "glória nas alturas" à
mórbida, longa, afortunada e forte
perna que, possivelmente, surja de sua forma.

Embora por toda parte ( e não aí somente)
a graça de uma cor, o acabamento
perfeito de um estilo, ou simplesmente
a nobre qualidade da matéria
atraem a atenção dos transeuntes,
gritam, cantam, atingem seus sentidos.

Não menos doces foram as canções
que tentaram Ulisses no percurso
de sua desesperadora viagem,
porém ele ia amarrado ao mastro da nave,
e a tripulação ensurdecida
artificialmente e de propósito,
para não poder ouvir, manteve o rumo.

Mas a questão não é esta:
íncubos ou sereias, anjos
decaídos ou na ativa, todos
esses objetos manufaturados, tantas
mercadorias e riquezas brilhantes,
será que vêm vindo
da distância de um mundo diferente,
mais profundo e melhor,
para mostrar a sua perfeição de seres
realizados, plenos, quase eternos,
ou vêm
para contemplar a vida sujeita à intempérie,
a falta de defesa exposta a céu aberto,
o trânsito tranqüilo do homem
à guisa de rebanho
por entre os vales?

Assim são as coisas,
assim as mercadorias:
símbolos indiferentes, cegos,
da felicidade, presos
ao outro lado do cristal manchado
pela respiração e pela avidez desse
tropel informe e apressado
que vacila, sem saber se pára, se olha ou se continua
procurando novas gretas no muro.

Poesia de Rolando Camozzi Barrios

Sou um homem:isto já é suficiente...

Sou um homem. Presença dolorosa
do corpo revoltado contra a alma,
da razão que sabe e a luta
do coração que ficou cego em sua batalha.

Sou um homem. História desagregada
de armas e dança, de festival e guerra.
Motim de meus desejos. Ameaça
de combate. Sentença de condenação.

E eu sofro. Caminhante atormentado
à margem dos pássaros e do pranto,
e limite da angústia e das idades.

E eu sonho. Peregrino insatisfeito
desde esta morte que me vai nascendo
até teu amor, ó Deus, crucificante.

Sou um homem. Consciente da tarefa
de ensaiar na arena minha agonia,
entre um cravo de sangue pela minha dor
e um touro no umbral das feridas.

Sou um homem. Aceito o desafio
de dançar ao som do canto da espada,
com o fio apertado entre as clavículas
e a ponta cravada sobre a alma.

E assim desempenho a minha história: ritmo, ferro,
torneio de paixões e de desejos,
lastimando minhas horas e meu papel.

E assim ganho minha morte: baile, coragem,
esgrima de dor e de pecado,
para estrear-me, ó Deus, no teu mistério.

sábado, 21 de janeiro de 2012

O Pássaro Azul





         Sabrina foi visitar um museu de pássaros, pois tinha de fazer um trabalho sobre eles, e além disso, ela os adorava. A garota olhava atentamente para um quadro onde havia um pássaro azul,do tamanho de um gato.
          O museu estava para fechar,os alarmes estavam sendo ligados, mas Sabrina ficou parada no mesmo lugar. Ela estava fascinada com aquele quadro.
          As luzes estavam apagadas, Sabrina, na frente do quadro, tremia; não de medo, estava com frio.
Ela estava sozinha no museu,apenas o guarda estava lá com ela.
Sabrina ouve alguém dizer:
         -Socorro!Ajude-me a sair daqui!
        Ela estranha, olha o pássaro e vê que ele treme.
        Ela diz:
        -Oh querido pássaro azul!Vou distrair o guarda, cortar os fios dos alarmes e assim vou libertá-lo.
E assim Sabrina fez. Fingiu que saía do museu, o guarda também saíra e trancara a porta, então Sabrina pegou uma lanterna e uma faca que estavam na copa do museu e cortou os fios dos alarmes. Ela pegou o quadro e fez vários furos no contorno do pássaro, destacou-o da pintura e o soltou dentro do museu.
       Na manhã seguinte, o guarda achou Sabrina  dormindo no chão, ao lado do quadro. No quadro, não havia mais um pássaro, apenas a paisagem onde ele estava antes.
      Ninguém nunca mais soube onde foi parar o pássaro, mas Sabrina teve de pagar uma multa muito alta, e teve sorte de não ter sido presa.
Fim


Caros leitores, esta história é uma redação que escrevi em minha sexta série, por isso vocês devem ter estranhado um pouco a maneira como eu a escrevi...
Acho que se trata de uma redação muito boa para uma garota da sexta série, modésta a parte, pois confesso que até eu mesmame surpreendo que eu a tenha escrito.Acontece que eu achei uma história muito boa e de muito suspense (considerando a idade com que eua escrevi) e por isso quis compartilhar ela aqui...
O que vocês acharam??

Boa leitura, Captain Purple


Diálogo 49

 


"Cheia de rabiscos,meus...
Eu...eu...eu!
Meu...meu...meu!
Meu eu...meu eu...meu eu!"

O Grande Alifante- J.R.R. Tolkien





"Cinzento como um camundongo,
Tão grande quanto uma casa,
Com um nariz de serpente,
Eu faço a terra estremecer,
Quando na grama bato as patas;
Quebro árvores ao passar,
Com os chifres da minha boca.
Caminho através do sul,
Sacudindo orelhas enormes.
Além da conta dos anos,
Eu pisoteio por  toda a volta;
Nunca me deito no chão,
Nem sequer para morrer.
Pois eu sou o Alifante,
O maior dos animais,
Sou imenso,velho e alto.
Se algum dia me encontrar,
Nunca mais me esquecerá.
Mas se você nunca me achar,

Em mim não vai acreditar;
Mas eu sou o antigo Alifante,
E jamais na vida eu minto."

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Blogs que eu Gosto de Ler...

Ei,ei,tô indicando aqui,não deixem de visitar,são blogs legais...

Crafter's Island: http://luquintal.blogspot.com/ Esse é o blog da minha mãe.
Esmaltes e  Unhas : http://lizziesmaltes.blogspot.com/ blog da minha super amigona Priscila.
Fabrício Carpinejar: http://carpinejar.blogspot.com/ Blog do escritor, cronista e poeta Fabrício Carpinejar.
Mundo Novo: http://fredenovo.blogspot.com/ Blog do meu irmãozão querido Frederico(o irmãozinho João não tem blog...)
O Maravilhoso Mundo de Anne: http://omaravilhosomundodeanne.blogspot.com/ Blog da minha amiga Bruna.
Pensamentos Insanos: http://cinthyarachel.com/ Blog da Cintia Raquel ( a Biba do Castelo Ratimbum,lembram?)
Rascunhos: http://mirtesrodrigues.blogspot.com/ Esse eu descobri sozinha...hehe.
Timtim por Timtim: http://www.tintimportintim.com/ Blog brasileiro sobre As Aventuras de Tintim, de Hergé.


E é isso aí moçada...Tem um monte de blogs legais pra vocês lerem assuntos interessantes à vontade...
Mas não abandonem o meu só por causa disso,tá??

Té mais

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Contos dos Corteze-Margarida's




          "Margarida's" era o nome da padaria.Estava resolvido. Martim até manteve seu sorriso boboca enquanto o oficial de registro digitava o documento com o nome da sociedade entre ele e o português.
E sonhava: venderemos pães, brioches, biscoitos de nata e o tradicional bolo com a receita secreta da vovó Margarida.Ganhariam muito dinheiro e então ele compraria sua Ferrari.
     Mas no dia  seguinte houve uma tragédia.O português adoeceu e durante todo o dia ele degradou-se e ao cair da noite, expirou.
Todos se perguntavam qual seria o motivo daquela doença repentina até que o oficial lembrou-se que o português estivera viajando por alguns estados do país e que contara que comera uma salada que era variante de não-sei-o-quê e que não lhe caíra muito bem.
     Apesar disso Martim não acreditou que uma salada pudesse causar uma doença mortal.Talvez uma intoxicação alimentar, mas aquilo ali era ridículo.
     Como seu amigo português morreu, Martim resolveu fazer sapatos...
            Mas não deixou de pensar no português, enquanto colava e pregava.Estranho, pensou, por que não puderam ver o corpo do sócio no caixão? Só porque ficara todo deformado em decorrência da doença? Ficou desconfiado.
           Nunca vira o português comendo salada antes.E que história era aquela de registrar a receita da vovó no cartório?
          Nisso,bateram na porta. Era o oficial de registro pedindo suas botas que estavam com a sola solta.

          Enquanto Martim pregava a sola, foi contando para o oficial as suas suspeitas.O oficial deu uma enorme duma mijada no pobre coitado,dizendo que,enfim, ele tinha que se resolver, se queria ser sapateiro, padeiro ou detetive!
          Muito triste com toda a cituação(sic),Martim entregou as botas para o homem e foi preparar-se para dormir.Na janta comeu uma deliciosa salada de margaridas.Não era qualquer margarida não.Era da mesma espécie que a vovó usava para sua receita secreta.Ele sempre sorria seu sorriso boboca aolembrar disso: vovó chamava o anis estrelado de "margarida" porque era com suas flores e sementes que enfeitava a cobertura do bolo.E também davam um sabor especial à salada.
           Antes de deitar-se e colocar o horário no despertador, sentou-se na cama e fez uma prece para a alma do Joaquim.E tomou a decisão mais errada de sua vida: retornariaaos estudos e seguiria a carreira de detetive.
          Nós todos já sabemos o fim da história.Ele nunca conseguiu resolver nenhum caso...
          Quem salvou a família foi sua mulher, a Georgete, uma costureira de mão cheia...
FIM 

Bom pessoal, vocês já sabem como funciona a brincadeira né? Uma pessoa começa a história e tem um minuto para escrever. No fim desse minuto a pessoa pára de escrever e passa a história adiante, para a outra pessoa à sua direita continuar a escrever, e assim sucessivamente...
Para vocês entenderem melhor, eu não mudo nada do que está escrito, porque cada um escreve à sua maneira e é importante não modificar nenhuma característica dos "escritores"...Para simplificar ainda mais, eu escrevi comfontes diferentes para cada pessoa para vocês leitores entenderem quando o texto "passou adiante".


 Legendinha das fontes:
Essa fonte aqui, "Arial", foi a mãe Luiza que escreveu
"Courier"- eu, Raquel
"Georgia"-Pai Heitor
"Trebuchet"- Frederico

Comentem,critiquem,elogiem...sintam-se livres!!

Abracinhos, Captain Purple XD

Revelação, de Wandisley Garcia

"Tal quem rima por saber,
por dar conta que rimou
ou quem fala por querer,
por medir o que falou.

Tal quem segreda um amor
pelo medo de perder
e vai sentindo o amargor
de ir vivendo sem viver.

Tal quem querendo se cala
por um sonho e se inebria
ou ante uma flor exala,
sua profunda magia.

Ou tal quem diverso,agora,
em trazendo na lembrança:
frases de dentro pra fora,
certo de toda esperança.

De qualquer modo,permita,
deste amor,a confissão:
a minha alma vive aflita,
entenda meu coração!"

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Urgh!



Então...eu não posto por aqui faz tempo...
2011 foi um ano péssimo,mas acredito que 2012 vem cheio de novidades...
Prometo que formo um esquadrão anti-preguiça...mas como que eu posso fazer pra esse blog ficar massa??
Tés...