domingo, 21 de outubro de 2012

As Sandálias de Jesus Cristo - Neimar de Barros

Quando peguei meu amor empoeirado
E  o coloquei acima do egoísmo "brilhante",
Eu senti a esperança ao meu lado
E bem abaixo, vi a dor cambaleante.
Entrei na capelinha, pé ante pé,
Nem inibido no sacrário me senti,
Porque se alguém desconfiasse da minha fé
Ainda assim, bem firme, manter -me -ía ali.
De repente, senti alguma coisa estranha:
- Reminiscência de um passado mal passado - .
Descarregando quase o peso de uma montanha,
Eu chorei, limpando o amor empoeirado.
No final, ouvi o canto do silêncio,
Na garganta sofrida da paz, que se exila,
Seu eco mudo refletia no meu ser propenso,
Que tanto tempo viveu uma calma intranquila.
Meus lábios ameaçaram uma oração
 
desconhecida
 
E conforme as palavras foram chegando
Notei apossar -se de mim uma nova vida:
O amor brilhou e os olhos foram
marejando
Um som divino de passos deixou -me ofegante.
Eles passaram e passearam por minh'alma
falha,
E eu senti o leve peso de uma amor gigante:
Era Cristo, passeando em mim com suas santas
sandálias!

3 comentários:

  1. Que bosta Racs essas postagens idiotas que não são de tua autoria...


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  2. Tenho que concordar com a Geórgia Carrel...melhora isso aí...Mas esse texto é muito bonito,mas mescle esses textos com textos seus...estamos saudades da nossa escrevedora maravilhosa que é você...

    Tommy

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