quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Diálogo 64



Nesta solidão me escondo
para me solidificar,
para me edificar,
para só ficar
numa solidão
tão sólida,
tão só,
sem som,
sem luz,
sem ar,
sem nada;
contudo,
com tudo
para fazer.
Me socorro
do pó
da minha alma
embolorada...
Me encontro
cheia de nós,
cheia de sol,
cheia de si
de mim mesma.
Despoluo,
desentoxico,
descubro
que me cobri
de toxinas intelectuais.
Sacudo a
sólida
solidão e
sigo
sorrindo,
voltada de mim
para mim.

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