terça-feira, 16 de setembro de 2014

Jaca e Mel - Antonio Ventura



E daí?Todo dia é um dia a mais mesmo, ou a menos.Tudo o que vai vem, assim como o poema é a poesia dos dias.As noites também se desfiam, como noites, cheias de estrelas.Principalmente nestas noites de verão, quentes.Quando o dia amanhecer o sol brilhará novamente na piscina e tudo seguirá seu ritmo.A babá Fátima chega logo pela manhã, já pega o Toninho para cuidar.Chega também a Joana, faz o café, apronta a mesa.Depois vai mexer com as roupas, lavar quintal, cuidar da casa, fazer comida.Na parreira de uvas brotaram alguns cachos.Também nenhuma novidade.Você não iria querer que nascessem abóboras.É certo que as jacas, tão enormes e cheirosas nascem em árvores.Mas é difícil uma jaca se esborrachar no chão.Favos de mel tem a jaca, quando bem madura.E os favos da jaca, quando bem madura, parecem céu, melhor que mel.

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