segunda-feira, 23 de março de 2015

Notícias Bacanas -Universo UNIFEOB



http://unifeob.edu.br/noticias/unifeob-e-parceira-do-coral-municipal-de-aguai/

http://unifeob.edu.br/noticias/criancas-africanas-recebem-doacao-feita-pelos-alunos-de-letras-da-unifeob/

quarta-feira, 18 de março de 2015

Mark Pagel fala sobre LÍngua e Linguagem


 A diferença entre homens e animais, de aprender a falar uma língua, é que os animais conseguem apenas "imitar", enquanto o ser humano desenvolve a capacidade de aprender uma língua. A esta capacidade chamamos Linguagem.

A Lenda de Tanathus e Hipno


Tanathus

Na mitologia grega, Tânato é a personificação da morte, enquanto Hades reinava sobre os mortos no mundo inferior. Seu nome é transliterado em latim como Thanatus e seu equivalente na mitologia romana é Mors ou Leto (Letum). Muitas vezes ele é identificado erroneamente com Orco (o próprio Orco tinha um equivalente grego na forma de Horkos, Deus do Juramento). É conhecido por ter o coração de ferro e as entranhas de bronze.

Tânato é filho, sem pai, de Nix, a noite, filha do Caos; ou, segundo outras versões, filho de Nix e Érebo, a noite eterna do Hades. Tânato é a personificação da morte, que arrebatava as vítimas enfeitiçadas por Hipno, a personificação do sono. Os irmãos gêmeos habitavam os Campos Elísios (País de Hades, o lugar do mundo subterrâneo).

Hipno é representado em foma humana e se transforma em ave antes de dormir. Também aparece representado na imagem de um jovem com asas que toca uma flauta cuja melodia faz os homens dormir e ao se locomover, deixa atrás de si, um rastro de névoa. Tânato é representado por uma nuvem prateada que arrebatava a vida dos mortais. Também foi representado por homem de cabelos e olhos prateados. Seu papel na mitologia grega é acompanhado por Hades, o deus do mundo inferior.


Hypnos

Tânato na história de Sísifo

Sísifo despertou a raiva de Zeus. Então Zeus enviou Tânato para levá-lo ao Hades. Porém Sísifo conseguiu enganar Tânato, elogiou sua beleza e pediu-lhe para deixá-lo enfeitar seu pescoço com um colar, o colar, na verdade, era uma coleira, com a qual Sísifo manteve a morte aprisionada ao mesmo tempo evitando que qualquer outra pessoa ou ser vivo morresse. Desta vez Sísifo arranjou encrenca com Hades, o deus dos mortos, e com Ares, o deus da guerra, que precisava da morte para consumar as batalhas. Tão logo teve conhecimento, Hades libertou Tânato e ordenou-lhe que trouxesse Sísifo imediatamente para as mansões da morte. Quando Sísifo se despediu de sua mulher, teve o cuidado de pedir secretamente que ela não enterrasse seu corpo.

Já no inferno, Sísifo reclamou com Hades da falta de respeito de sua esposa em não o enterrar. Então suplicou por mais um dia de prazo, para se vingar da mulher ingrata e cumprir os rituais fúnebres. Hades lhe concedeu o pedido. Sísifo então retomou seu corpo e fugiu com a esposa. Havia enganado a Morte pela segunda vez.


Para a Psicanálise, Tânato é a personificação mítica da pulsão de morte, um impulso instintivo e inconsciente que busca a morte e/ou a destruição.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A2nato

Entrevista com o Grande Tzvetan Todorov

(Ressalto que não foi feita por mim ,claro. Segue o link e a fonte.)

http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/entrevista-tzvetan-todorov-532731.shtml#






(Não, não é o Vô Eraldo...)



terça-feira, 17 de março de 2015

Trechos e Fragmentos da Poesia de Safo





"O Poema dos Irmãos" - Novo fragmento de Safo

Nota Liminar:

Trata-se de um dos dois novos fragmentos de Safo, descobertos recentemente em uma coleção particular. O papirologista Dirk Obbink, que trabalha em uma edição do texto, chamou-o de "Poema dos Irmãos" por ser o primeiro que menciona explicitamente os nomes de Caraxo e Lárico, referidos como irmãos de Safo em outras fontes. As descobertas de Obbink serão publicadas em breve, mas uma versão preliminar (de onde foi extraído o texto para esta tradução) pode ser lida aqui:


http://www.papyrology.ox.ac.uk/Fragments/Obbink.Sappho7.draft.pdf


Toda a vez tu falas de Caraxo, por vir
com o navio cheio; Zeus sabe disso,
creio, e os deuses todos: mas não é
o que deves pensar,

e sim em enviar-me junto e recomendar
que eu faça muitas preces à rainha Hera
para que Caraxo retorne, guiando
seu navio em segurança,

e nos encontre a salvo. Tudo o mais,
confiemos aos numes.
Pois é do vento forte que vêm,
de súbito, os dias serenos.

Aqueles a quem o rei do Olimpo quiser
mandar um nume que os auxilie nos afãs,
são estes que se tornam venturosos
e muito prósperos.

Também nós: se Lárico erguesse a cabeça
e um dia se tornasse um homem,
de tanta tristeza, sim, imediatamente
estaríamos livres.

[Tradução de  Rafael Brunhara] 



***
Vem de Creta até este puro santuário,
onde há para ti um querido bosque
de macieiras, altares que se acen-
-dem com incensos:

Lá águas frescas murmuram através de ramos
de macieiras, sombreia-se com rosas
todo o solo, e de trementes folhagens
derrama-se um feitiço: o sono.

Lá viceja um prado, pasto de corcéis,
com flores de primavera, e os ventos
sopram docemente:

Aqui, Cípris, tu conquistaste
néctar mesclado a festividades
vertendo-o com delicadeza
em nossos dourados cálices. 



http://primeiros-escritos.blogspot.com.br/search/label/Safo

Safo de Lesbos - Mytilene


Foi uma poetisa grega que viveu na cidade lésbia de Mitilene, ativo centro cultural no século VII a.C..Foi muito respeitada e apreciada durante a Antiguidade, no entanto, sua poesia, devido ao conteúdo erótico, sofreu censura na Idade Média,  e o que restou de sua obra foram escassos fragmentos.
A biografia de Safo  é um tanto controversa. Muito do que se diz a seu respeito está envolto em lendas (inclusive suas relações com mulheres).
Após cinco anos exilada, volta para Lesbos, onde logo se torna a líder da sociedade local, no plano intelectual. Sedutora, não dotada da beleza na concepção grega da época (embora Sócrates a houvesse denominado "A Bela"), Safo era baixa e magra, olhos e cabelos negros, e de refinada elegância, viúva e vivendo numa sociedade que não tinha regras morais como hoje se concebem.
A escola de Safo - o amor em Lesbos
Safo concebeu uma escola para moças, onde lecionaria a poesia, dança e música - considerada a primeira "escola de aperfeiçoamento" da história. Ali as discípulas eram chamadas de hetairai(amigas) e não alunas. A mestra apaixona-se por suas amigas, todas. Dentre elas, aquela que viria a tornar-se sua maior amante, Atis - a favorita, que descrevia sua mestra como vestida em ouro e púrpura, coroada de flores. A aluna foi retirada da escola por seus pais, e Safo escreve que "seria bem melhor para mim se tivesse morrido".
Contavam que Safo havia se suicidado pulando de um precipício na ilha de Leucas, apaixonada pelo marinheiro Faonte. Mas há consenso de que isto seja verdadeiramente mítico. Escritos sobreviventes dão Safo como tendo atingindo a velhice, e o certo é que não se sabe como nem quando ela morreu, sendo considerada por alguns a maior de todas as poetisas.


sexta-feira, 13 de março de 2015

"Sugestão" - de Cecília Meirelles

Sede assim - qualquer coisa
serena, isenta, fiel.

Flor que se cumpre,
sem pergunta.

Onda que se esforça,
por exercício desinteressado.

Lua que envolve igualmente
os noivos abraçados
e os soldados já frios.

Também como este ar da noite:
sussurrante de silêncios,
cheio de nascimentos e pétalas.

Igual à pedra detida,
sustentando seu demorado destino.
E à nuvem, leve e bela,
vivendo de nunca chegar a ser.

À cigarra, queimando-se em música,
ao camelo que mastiga sua longa solidão,
ao pássaro que procura o fim do mundo,
ao boi que vai com inocência para a morte.

Sede assim qualquer coisa
serena, isenta, fiel.

Não como o resto dos homens.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Fala - Orides Fontela

Tudo
será difícil de dizer:
a palavra real
nunca é suave.

Tudo será duro:
luz impiedosa
excessiva vivência
consciência demais do ser.

Tudo será
capaz de ferir.
Será agressivamente real.
Tão real que nos despedaça.

Não há piedade nos signos
e nem no amor: o ser
é excessivamente lúcido
e a palavra é densa e nos fere.

(Toda palavra é crueldade)



A Língua Mãe - Manuel de Barros




Não sinto o mesmo gosto nas palavras oiseau e pássaro,
embora elas tenham o mesmo sentido.
Será pelo gosto que vem de mãe? de língua mãe?
Seria porque eu não tenha amor pela língua
de Flaubert?
Mas eu tenho.
(Faço este registro porque tenho a estupefação
de não sentir com a mesma riqueza as palavras oiseau e pássaro)
Penso que a palavra pássaro carrega até hoje
nela o menino que ia de tarde pra debaixo das árvores a ouvir os pássaros.
Nas folhas daquelas árvores não tinha oiseaux
Só tinha pássaros.
É o que me ocorre sobre língua mãe.

quinta-feira, 5 de março de 2015

A Magia do Gerundismo



"Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando, estar imprimindo e estar fazendo diversas cópias, para estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível que parece estar se disseminando na comunicação moderna, o gerundismo. (...)

O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo essa mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar ouvindo. (...)

Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo desse movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha nas pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo.

Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito. (...)

Tudo começou a estar acontecendo quando alguém precisou estar traduzindo manuais de atendimento por telemarketing: daí a estar pensando que "we'll be sending it tomorrow" possa estar tendo o mesmo significado que "nós vamos estar mandando isso amanhã" acabou por estar sendo só um passo.

Pouco a pouco a coisa deixou de estar acontecendo apenas no âmbito dos atendentes de telemarketing para estar ganhando os escritórios. Todo mundo passou a estar marcando reuniões, a estar considerando pedidos e a estar retornando ligações.

A gravidade da situação só começou a estar se evidenciando quando o diálogo mais coloquial demonstrou estar sendo invadido inapelavelmente pelo gerundismo.

A primeira pessoa que inventou de estar falando "eu vou estar pensando no seu caso" sem querer acabou por estar escancarando uma porta para essa infelicidade linguística estar se instalando nas ruas e estar entrando em nossas vidas. (...)

A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, como o "a nível de", o "enquanto" e outros menos votados.

A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de "tá" insistindo em "tá" falando desse jeito? (...)"

quarta-feira, 4 de março de 2015

Com Licença Poética - Adélia Prado


Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza 
e ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

terça-feira, 3 de março de 2015

Algumas Frases de Efeito

"As Línguas variam e mudam ao sabor dos fenômenos de natureza sociocultural que caracterizam a vida na sociedade."
"A linguagem é um dos ingredientes fundamentais para a vida em sociedade." 
 
"A educação é, ao mesmo tempo, um processo individualizado e uma construção social interativa". 
"Aquele que se sabe profundo esforça-se por ser claro; aquele que gostaria de parecer profundo à multidão esforça-se por ser obscuro." 
" A linguagem é o bem mais precioso e também o mais perigoso que foi dado ao homem."
" A maioria ignora o que não tem nome; e a maioria acredita na existência de tudo o que tem um nome."
"Para entendermos a linguagem dos inspirados, seria necessário sermos nós mesmos inspirados."
"A linguagem é a expressão adequada de todas as realidades?"
 
"As fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo." 
"O mundo nos é dado através da linguagem.O mundo é aquilo que a linguagem nomeia." 
"As palavras não morrem." 
 
"O sentimento, ao contrário da humanidade, é imortal. As palavras o tornam imortal." 
"Ao escrever sobre um sentimento, este se torna imortal. A palavra é maior que o ser humano, pois o torna imortal." 
"A poesia é construída e imortalizada através da memória." 
 "A linguagem nos constrói como humanos, e é ela que constrói o mundo."
"O poema é um círculo onde o pássaro da realidade fica preso." 

A Lenda de Pégaso

O pégaso é um cavalo alado, símbolo da imaginação e imortalidade. Sua lenda surgiu da mitologia grega. Seu nome vem do latim PEGASUS que significa cavalo voador. Acredita-se que o relato da bíblia Apocalipse 19:11 esteja falando da constelação de Pégaso.

Pégaso é filho de Medusa e Posêidon (deus do mar). Quando Perseu decapitou Medusa, seu corpo caiu ao mar. Seu sangue misturado com a espuma do mar fez nascer um cavalo alado (Pégaso). Domesticado por Atena, foi montado pelo guerreiro Belerofonte para combater Quimera. Quando Belerofonte tentou se juntar aos Deuses, Zeus fez com que Pégaso provocasse a queda do guerreiro, que morreu. Depois, Pégaso se juntou aos Deuses, se transformando em constelação e ficando a serviço de Zeus.



Escrito por Lúcia Bischoff. Fonte: http://www.anjosnet.com.br/pegaso/#ixzz3TKfOLY2c



A Lenda de Medusa




A Medusa (em grego: Μέδουσα, Médousa, "guardiã", "protetora"), na mitologia grega, era um monstro ctônico do sexo feminino, uma das três Górgonas. Filha de Fórcis e Ceto (embora o autor antigo Higino interpole uma geração e cite outro casal ctônico como os pais da Medusa), quem quer que olhasse diretamente para ela era transformado em pedra. Ao contrário de suas irmãs górgonas, Esteno e Euríale, Medusa era mortal; foi decapitada pelo herói Perseu, que utilizou posteriormente sua cabeça como arma,6 até dá-la para a deusa Atena, que a colocou em seu escudo. Na Antiguidade Clássica a imagem da cabeça da Medusa aparecia no objeto utilizado para afugentar o mal conhecido como Gorgoneion.

As três irmãs Górgonas - Medusa, Esteno e Euría filhas das antiga - eram divindades marinhas, Fórcis (Phorkys) e sua irmã, Ceto (Keto), monstros ctônicos de um mundo arcaico. Sua genealogia é partilhada com outro grupo de irmãs, as Greias, como é explicado na obra Prometeu Acorrentado, de Ésquilo, que situa ambos os trios de irmãs num lugar longínquo, "a terrível planície de Cistene":

Enquanto os antigos artistas gregos, ao pintar vasos e gravar relevos, imaginavam a Medusa e suas irmãs como tendo nascido com uma forma monstruosa, os escultores e pintores do século V a.C. passaram a visualizá-la como sendo bela, ao mesmo tempo que aterrorizante. Numa ode escrita em 490 a.C., Píndaro já falava da "Medusa de belas bochechas".

"Lá perto delas suas três irmãs feiosas, as Górgonas, aladas
Com cobras no lugar de cabelo — odiavam o homem mortal —"

Numa versão posterior do mito da Medusa, relatada pelo poeta romano Ovídio,8 a Medusa teria sido originalmente uma bela donzela, "a aspiração ciumenta de muitos pretendentes", sacerdotisa do templo de Atena. Um dia ela teria cedido às investidas do "Senhor dos Mares", Poseidon, e deitado-se com ele no próprio templo da deusa Atena; a deusa então, enfurecida, transformou o belo cabelo da donzela em serpentes, e deixou seu rosto tão horrível de se contemplar que a mera visão dele transformaria todos que o olhassem em pedra. Na versão de Ovídio, Perseu descreve a punição dada por Atena à Medusa como "justa" e "merecida".

A morte da Medusa
Na maioria das versões do mito, enquanto a Medusa esperava um filho de Poseidon, deus dos mares, teria sido decapitada pelo herói Perseu(semi-deus), que havia recebido do rei Polidetes de Sérifo a missão de trazer sua cabeça como presente. Com o auxílio de Atena, de Hermes, que lhe forneceu sandálias aladas, e de Hades, que lhe deu um elmo de invisibilidade, uma espada e um escudo espelhado, o herói cumpriu sua missão, matando a Górgona após olhar apenas para seu inofensivo reflexo no escudo, evitando assim ser transformado em pedra. Quando Perseu separou a cabeça da Medusa de seu pescoço, duas criaturas nasceram: o cavalo alado Pégaso e o gigante dourado Crisaor.

Para a acadêmica britânica Jane Ellen Harrison, a "potência [da Medusa] somente se inicia quando sua cabeça é cortada, e aquela potência se encontra na cabeça; ela é, noutras palavras, uma máscara com um corpo acrescentado posteriormente a ela... a base do Gorgoneion é um objeto de culto, uma máscara ritual mal-compreendida."

Na Odisseia Homero não menciona a Medusa especificamente pelo nome:

"A menos que por minha ousadia Perséfone, a terrível,
Do Hades envie uma pavorosa cabeça de um monstro horrível."


Ainda para Harrison, "a Górgona teria nascido do terror, e não o terror da Górgona."

De acordo com Ovídio, no Noroeste da África, Perseu teria voado pelo titã Atlas, que segurava o céu em seus ombros, e o transformado em pedra. Os corais do Mar Vermelho teriam sido formados pelo sangue da Medusa, derramado sobre algas quando Perseu colocou a cabeça num trecho do litoral, durante sua breve estada na Etiópia, onde salvou e se casou com a princesa Andrômeda. As víboras venenosas que infestam o Saara também foram citadas como sendo nascidas de gotas derramadas de seu sangue.
Perseu voou então para Sérifo, onde sua mãe estava prestes a ser forçada a se casar com o rei Polidetes, que foi transformado em pedra ao olhar para a cabeça da Medusa. Perseu deu então a cabeça da Górgona para Atena, que a colocou em seu escudo, o Aegis.

Algumas referências clássicas se referem às três Górgonas; Harrison considerava que o desmembramento da Medusa num trio de irmãs seria um aspecto secundário do mito:

"A forma tripla não é primitiva, é apenas um exemplo de uma tendência geral... que faz de cada deusa uma trindade, o que nos deu as Horas, as Graças, as Semnas, e diversas outras tríades. Parece imediatamente óbvio que as Górgonas não são realmente três, mas sim uma + duas. As duas irmãs que não foram mostras são meros apêndices existentes pelo costume; a Górgona verdadeira é a Medusa." Esqueceram de dizer que no traje de athena a figura da cabeça de medusa esta estampada.a deusa perdoou medusa depois de sua morte e a colocou no seu traje.


Discussão Intelectual


Aula Espetáculo de Ariano Suassuna