quinta-feira, 30 de abril de 2015

Partida de Sócrates


Relato do livro Fedon, de Platão: 

Depois de assim falar, levou a taça aos lábios e com toda a naturalidade, sem vacilar um nada, bebeu até à última gota.

Até esse momento, quase todos tínhamos conseguido reter as lágrimas; porém quando o vimos beber, e que havia bebido tudo, ninguém mais aguentou. Eu também não me contive: chorei à lágrima viva. Cobrindo a cabeça, lastimei o meu infortúnio; sim, não era por desgraça que eu chorava, mas a minha própria sorte, por ver de que espécie de amigo me veria privado. Critão levantou-se antes de mim, por não poder reter as lágrimas. Apolodoro, que desde o começo não havia parado de chorar, pôs se a urrar, comovendo seu pranto e lamentações até o íntimo todos os presentes, com exceção do próprio Sócrates.

- Que é isso, gente incompreensível? Perguntou. Mandei sair as mulheres, para evitar esses exageros. Sempre soube que só se deve morrer com palavras de bom agouro. Acalmai-vos! Sede homens!

Ouvindo-o falar dessa maneira, sentimo-nos envergonhados e paramos de chorar. E ele, sem deixar de andar, ao sentir as pernas pesadas, deitou-se de costas, como recomendara o homem do veneno. Este, a intervalos, apalpava-lhe os pés e as pernas. Depois, apertando com mais força os pés, perguntou se sentia alguma coisa. Respondeu que não. De seguida, sem deixar de comprimir-lhe a perna, do artelho para cima, mostrou-nos que começava a ficar frio e a enrijecer. Apalpando-o mais uma vez, declarou-nos que no momento em que aquilo chegasse ao coração, ele partiria. Já se lhe tinha esfriado quase todo o baixo-ventre, quando, descobrindo o rosto – pois o havia tapado antes – disse, e foram suas últimas palavras:

- Critão (exclamou ele), devemos um galo a Asclépio. Não te esqueças de saldar essa dívida!

"Assim farei!", respondeu Critão. Vê se queres dizer mais alguma coisa. A essa pergunta, já não respondeu. Decorrido mais algum tempo, deu um estremeção. O homem o descobriu; tinha o olhar parado. Percebendo isso, Critão fechou-lhe os olhos e a boca.

Tal foi o fim do nosso amigo, Equécrates, do homem, podemos afirmá-lo, que entre todos os que nos foi dado conhecer, era o melhor e também o mais sábio e mais justo."

Fédon 117e-118c

terça-feira, 21 de abril de 2015

Citações Diversas de Diversas Pessoas

( E que provavelmente já foram status do meu whatsapp)


"Gente que lhe respeita discorda de você quando tem que discordar. Do contrário, você não consegue crescer."
 

"Quanto mais aprendemos sobre a matéria a que nos dedicamos, tanto mais nos compenetramos de nossa ignorância no assunto."
 

"Uma das coisas mais inteligentes que um homem e uma mulher podem saber é que não sabem."


"A língua culta é como a roupa, devemos saber como e quando usá-la."

 

 
 
 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Festa Junina - Flávio Colombini


A Joana vai dançar com o João,
a Tina vai dançar com o Tião,
 o Fábio vai dançar com a Fabiana,
o Júlio vai dançar com a Juliana,
a Rita vai dançar com o Rodrigo,
e você, quer dançar comigo?

Brincar de estudar - Flávio Colombini


Eu não gostava de estudar,
só queria saber de brincar.

Mas minhas notas começaram a  b
                                                           a
                                                               i
                                                                x 
                                                             a
                                                          r
e não sabia mais o que fazer,

Daí, eu descobri
que estudar
é brincar de aprender,

que conhecer coisas novas
é um grande prazer.

E foi assim que eu percebi
que estudar é tão legal quanto brincar.

Pequeno Con$umidor - Flávio Colombini


Sou um pequeno consumidor
e gosto de comprar
tudo que tem valor.

Comprar, comprar, comprar
é o meu lema.

Mas tem um problema:

Eu não tenho dinheiro
pra comprar, comprar, comprar.

Por isso, eu preciso pedir,
implorar, chorar, gritar, espernear...

Vale tudo pra conseguir
comprar, comprar, comprar.

Duelo - Flávio Colombini

A Fome estava com Sede
e a Sede estava com Fome.

Então, as duas entraram num duelo mortal:
Um passo, dois passos, três passos e...

PUM!PUM!

A Fome matou a Sede
e a Sede matou a Fome.

Esconde - esconde - Flávio Colombini


Ninguém vai me achar,
eu tenho certeza,
pois me escondi num lugar
que é uma beleza.

Será que eu saio agora?
Não.
Quero ser o último a ser achado,
mesmo que demore uma hora
para eu ser encontrado.

Aqui eu vou ficar,
aconteça o que for,
vou tentar aguentar
esse tremendo fedor.

Também,
por que eu fui querer
fazer isso?
Me esconder
numa lata de lixo.

segunda-feira, 13 de abril de 2015


Este blog fala por si só.

 

Sacristia


Sinto muito.
Preferia não sentir nada.
Esse ódio, essa neura, essas cinzas...
Preferia sentir
apenas este cheiro
de sacristia.
Sinto muito.

Raquel

Retiraram
todos os meus significados.
E eu continuei
mansa como uma ovelha.

***

Mansa como uma ovelha
quer dizer
burra como uma ovelha.


Diálogo 69



Ser poeta é
padecer
de ânsia de vômitos
a todo momento,
quando menos 
se espera.

Se não vomitadas,
as palavras se curam
e perde-se o poema
e o poeta.

Escoliose

Só uma coisa era para ela
mais importante que todo o resto
O seu adorado Amor
Aliás eram os dois tão um
que tiveram problema de coluna
Os dois na mesma coluna comum
só que ele embaixo
ela em cima
Ele pesava ela ficava torta
Os dois faziam fisioterapia
se alongavam tomavam remédio faziam tratamento
Ela para dor ele injeção
Era caso de cirurgia de dieta de postura
era pesado dolorido e triste
Mas viviam felizes tendo aquela coluna em comum

Os dois teriam que fazer exercício
Ela sentada ele de pé
mas como eram um só viviam sedentários
Nada era mais importante para ela
além do resto
do que seu adorado Amor
E um cuidava do outro
como se amassem a si mesmo
E aquela coluna comum...

Secura

Não gosto da comida.
É insípida.
Não posso me deitar,
a cama é muito dura,
a cama me entorta as costas.

Não me acostumo
à vida farta
que sempre tive.

Não me acostumo
a voltar a ser
o que fui sem você.
Fiquei misturada,
emaranhada, fundida
em você de tal maneira
que já sou você.

Eu me sou insípida.
Sou dura e entorto
minhas costas...

Me acostumei
à vida necessária
que nunca tive.

Me acostumei
a viver em sua sombra,
tendo os seus amigos,
a sua família,
todo você já sou eu agora.

Todos os meus
finais de semana
são seus.


Estrelas

O café
pinta os dentes
da gente.




A gente envelhece
e fica sem
comemorar
aniversário.




Tentativa de
suicídio é
crime.





Mate-me por favor,
pois com certeza
serei criminosa.





Bebida láctea não é iogurte.
Pode ser um nescau,
pode ser um chamito.
Até suco de morango,
com leite,
é bebida láctea.
Até mesmo um pé de nabo
tem alguma coisa boa.


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Avalon


Avalon (provavelmente do celta abal: maçã) é uma ilha lendária da lenda arturiana, famosa por suas belas maçãs. Ele aparece pela primeira vez Historia Regum Britanniae ("A História dos Reis da Bretanha") de Geoffrey of Monmouth como o lugar onde a espada do Rei Arthur Excalibur foi forjada e posteriormente para onde Arthur é levado para se recuperar dos ferimentos após a Batalha de Camlann. Como uma "Ilha dos Bem-aventurados" Avalon tem paralelo em outros lugares na mitologia indo-europeia, em particular a Tyr na nóg irlandesa e a Hespérides grega, também conhecidas por suas maçãs. Avalon foi associada há muito tempo com seres imortais, como Morgana Le Fay.


Ynys Wydryn

Na ficção histórica As Crônicas de Artur de Bernard Cornwell, parte da trilogia sobre a saga arturiana, o autor dá um outro nome a Avalon, Ynys Wyndryn, porém ele mesmo também cita Ynys Mon em sua narrativa de ficção histórica, mascarando a verdade da ficção que mistura pesquisa histórica e lenda.

Ynys Wydryn (Ilha do Vidro), ou Avalon, era em termos lendários o local onde vivia Merlin juntamente com Viviane, que era grã-sacerdotisa e tia de Arthur (que nunca chega a ser rei), onde era possível utilizar a magia, ou seja, o poder divino dos deuses antigos.

Avalon, Ynys Wydryn ou Ynys Mon era um lugar de conhecimento sobre os deuses pagãos antigos onde os druidas passavam o conhecimento antigo de geração em geração. Era o lugar onde se aprendia o conhecimento da religião antiga o druidismo, sendo Merlin o senhor de Avalon ou Ynys Wydryn, que construíra Tor, uma torre onde vivia e guardava todos os seus memoráveis e quem sabe mágicos tesouros.

A Senhora do Lago é designada como autoridade máxima da ilha, e Artur era filho do rei Uther Pendragon, que no passado, era seguidor da crença da Deusa, como também a mãe de Artur, Igraine. Arthur faz um pacto de reacender a crença da Senhora do Lago para que com o passar do tempo ela não se apagasse.

No fim de tudo, Ynys Wydryn ganha um papel importante, pois quando Artur foi ferido mortalmente em batalha pelo filho do seu irmão, que era o Rei de Durnnomia, após a morte de Uther, Mordred, ele teria sido supostamente levado de barco à ilha por sua meia irmã Morgana ao Lago, para onde através dos poderes que a Deusa havia lhe dado ela poderia retornar.

No caminho, ela foi recusada por ter desprezado a Deusa e o único jeito de retornarem à Avalon foi Artur devolver a Excalibur ao Lago, onde habitava a Deusa. Sua sepultura foi feita em Avalon, na terra de Merlin, Ynys Wydryn, juntamente com o corpo de sua amada Guinevere. 


Conexão com Glastonbury

Em torno de 1190 Avalon tornou-se associado com Glastonbury, quando monges da Abadia de Glastonbury alegaram ter descoberto os ossos de Artur e sua rainha. É no trabalho de Giraldus Cambrensis que encontra-se a primeira conexão:
O que agora é conhecido como Glastonbury foi, em tempos antigos, chamado de Ilha de Avalon. É praticamente uma ilha, pois é completamente cercada por pântanos. Em galês, é chamada de "Ynys Afallach", o que significa Ilha das Maçãs uma vez que esta fruta cresceu em grande abundância. Após a batalha de Camlann, uma nobre chamada Morgana, mais tarde, a governante e padroeira da região e com uma estreita relação de sangue com o Rei Arthur, o levou para a ilha, agora conhecida como Glastonbury, a fim de que seus ferimentos pudessem ser cuidados. Anos atrás, a região também tinha sido chamada de "Ynys Gutrin" em galês, que significa a Ilha de Vidro, e destas palavras, os saxões invasores depois inventaram o nome do local "Glastingebury".


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Avalon

Leda

Na mitologia grega, Leda era rainha de Esparta, esposa de Tíndaro. Certa vez, Zeus transformou-se em um cisne e seduziu-a. Dessa união, Leda chocou dois ovos, e deles nasceram Clitemnestra, Helena, Castor e Pólux. Helena e Pólux eram filhos de Zeus, mas Tíndaro os adotou, tratando-os como filhos de sangue.


Pã - Lupércio - Fauno - Silvano


Pã (Lupércio ou Lupercus em Roma) é o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega. Reside em grutas e vaga pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. É representado com orelhas, chifres e pernas de bode, amante da música, traz sempre consigo uma flauta. É temido por todos aqueles que necessitam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que é atribuídos a Pã; daí o termo "pânico".

Os latinos chamavam-no também de Fauno e Silvano e tornou-se símbolo do mundo por ser associado à natureza e simbolizar o universo.

Em Roma, chamado de Lupércio, é o deus dos pastores e de seu festival, celebrado no aniversário da fundação de seu templo, denominado de Lupercália, nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. Pã é associado com a caverna onde Rômulo e Remo foram amamentados por uma loba. Os sacerdotes que o cultuavam vestiam-se de pele de bode.

Nos últimos dias de Roma, os lobos ferozes vagavam próximos às casas. Os romanos então convidavam Lupercus para manter os lobos afastados.


Pã então perseguiu-a, mas Syrinx, ao chegar à margem do rio Ladon e vendo que já não tinha possibilidade de fuga, pediu às ninfas dos rios, as náiades, que mudassem a sua forma. Estas, ouvindo as suas preces, atendem o seu pedido a transformando em bambu. Quando Pã a alcançou e a quis agarrar, não havia nada, excepto o bambu e o som que o ar produzia ao atravessá-lo.Pã apaixonou-se por Syrinx, que rejeitou com desdém o seu amor, recusando-se a aceitá-lo como seu amante pelo facto de ele não ser nem homem, nem bode.

Quando, ao ouvir este som, Pã ficou encantado, e resolveu então juntar bambus de diferentes tamanhos, inventando um instrumento musical ao qual chamou syrinx, em honra à ninfa. Este instrumento musical é conhecido mais pelo nome de flauta de Pã, em honra ao próprio deus.

Pã teria sido um dos filhos de Zeus com sua ama de leite, a cabra Amalteia. Seu grande amor no entanto foi Selene, a Lua. Em uma versão egípcia, Pã estava com outros deuses nas margens do rio Nilo e surgiu Tifão, inimigo dos deuses. O medo transformou cada um dos deuses em animais e Pã, assustado, mergulhou num rio e disfarçou assim metade de seu corpo, sobrando apenas a cabeça e a parte superior do corpo, que se assemelhava a uma cabra; a parte submersa adotou uma aparência aquática. Zeus considerou este estratagema de Pã muito esperto e, como homenagem, transformou-o em uma constelação, a que seria Capricórnio
.

Lupércio ou Lupercus - Divindade da mitologia romana, personificado no rei Fauno, por vezes associado ao grego Pã. Protetor dos lobos.


Fauno (do latim Faunus, "favorável" ou também Fatuus, "destino" ou ainda "profeta" ) é nome exclusivo da mitologia romana, de onde o mito originou-se, como um rei do Lácio que foi transmutado em deus e, a seguir, sofreu diversas modificações, sincretismo com seres da religião grega ou mesmo da própria romana, causando grande confusão entre mitos variados, ora tão mesclados ao mito original que muitos não lhes distinguem diferenças (como, por exemplo, entre as criaturas chamadas de faunos – em Roma – e os sátiros, gregos).

Assim, para compreender a figura de Fauno, é preciso inicialmente saber que o nome era usado para denominar, essencialmente, três figuras distintas: Fauno, rei mítico do Lácio, deificado pelos romanos, muitas vezes confundido com Pã, com Silvano e/ou com Lupércio (como deus, era imortal); Faunos (no plural, embora possa ser usado no singular, quando individuado o ser) – criaturas que, tal como os sátiros gregos, possuíam um corpo meio humano, meio bode, e que seriam descendentes do rei Fauno.(Eram semideuses e, portanto, mortais); ou ainda, Fauno, um marinheiro que, tendo se apaixonado por Safo, obteve de Afrodite beleza e sedução a fim de que pudesse conquistar a poetisa.


A representação de Fauno, nas pinturas e esculturas antigas, é feita retratando-o como um homem de barbas, uma coroa de folhas sobre a cabeça e vestindo somente uma pele de cabras, segurando a cornucópia. Ovídio nos diz que tinha chifres na cabeça, e sua coroa era feita de pinus.

Já para os faunos, Dillaway diz que “Os romanos os chamavam Fauni e Ficarii. A denominação Ficarii não deriva do latim ficus que significa figo, como alguns imaginaram, mas de ficus, fici, uma espécie de tumor ou excrecência que cresce nas pálpebras e outras partes do corpo, que os faunos eram representados como possuidores.”


Fauno e Pã

Sendo uma antiga divindade da Itália, nos tempos romanos Fauno adquiriu características que o tornaram similar ao deus Pã, grego.Entretanto, os romanos não fizeram a assimilação direta de Pã a Fauno: ora suas características estão unidas, ora está relacionado ao deus Silvano.

Segundo Menard, os mitos gregos, ao se espalharem pela Itália fizeram com que se confundissem as relações entre Pã e Fauno, embora suas lendas fossem distintas.
Fauno e Silvano

Para Bulfinch, Silvano e Fauno eram deuses romanos tão similares a Pã, que os considera a mesma personagem com nomes distintos.A diferença, tênue, quando existente, é indicada por Dillaway, dizendo que “os faunos eram uma espécie de semi-deuses, que quando habitando as florestas eram também chamados Silvanos.”
Fauno e/ou Lupércio

Fauno, como protetor do gado, recebe o nome de Lupercus (ou Lupércio: "aquele que repele os lobos) Estes nomes teriam sido aqueles com os quais Pã fora identificado, em Roma. Já a associação dos nomes - Faunus Lupercus - parece comum.

Silvano
Silvano (no latim Silvanus) é um deus da Roma Antiga, das florestas (no latim silva, "selva" – donde vem-lhe o nome) que anterior a isto foi conhecido como o deus Fauno ou com o Pã grego. Alguns autores o descrevem como filho de Saturno , outros ainda de Fauno. 


Sua origem é bastante obscura.  Assim como Fauno, é deus puramente romano e, também como ele, tem por atribuição proteger as atividades pastoris. Entretanto Silvano guardava os bosques e se dizia que foi o primeiro a separar as propriedades nos campos. Apaixonara-se pelo belo jovem Cupressus que, convertido num cipreste, fez com que o deus passasse a andar com um ramo dessa árvore. É, ainda, músico assim como os demais deuses pastoris.

Silvano gosta de assustar os viajantes que andam solitários.

Segundo Murray, é representado como um homem jovem, totalmente humano (ao contrário de Fauno, que muitas vezes é representado caprípede), usando uma flauta pastoril e com um galho de árvore. Esse galho assinala sua condição de deus das matas; nalgumas versões, entretanto, lembra seu amor a Cupressus. Uma imagem sua está no templo de Saturno, em Roma. Para Dillaway, entretanto, as imagens que o representam mostram um homem baixo, com rosto humano e pernas de cabra; este autor confirma a presença do galho de cipreste, em lembrança a Cupressus – característica acentuada por Virgílio. Ainda segundo este autor, Silvano trazia um podão  e frutas relativas ao bosque.

Em Roma havia dois santuários dedicados a Silvano. Seus sacerdotes formavam um dos principais colégios da cidade-estado e gozavam de grande reputação, o que evidencia a fama de sua adoração, segundo Dillaway. Este autor reporta que os romanos receberam seu culto dos pelasgos, quando este povo migrou para a Itália; este povo consagrou-lhe os arvoredos, como a demonstrar que não havia lugar em que não houvesse a presença divina, estabelecendo ainda festivais em sua homenagem; neles, oferendas de porco e leite eram as que agradavam ao deus. Um monumento em Lacheslhe dá o epíteto de Littoralis, o que faz depreender que fosse adorado nas regiões costeiras. Por vezes aparece nu, noutras é vestido com uma roupa rústica, que lhe alcança os joelhos.

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A3

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lup%C3%A9rcio

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fauno

http://pt.wikipedia.org/wiki/Silvano