quarta-feira, 1 de abril de 2015

Pã - Lupércio - Fauno - Silvano


Pã (Lupércio ou Lupercus em Roma) é o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega. Reside em grutas e vaga pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. É representado com orelhas, chifres e pernas de bode, amante da música, traz sempre consigo uma flauta. É temido por todos aqueles que necessitam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que é atribuídos a Pã; daí o termo "pânico".

Os latinos chamavam-no também de Fauno e Silvano e tornou-se símbolo do mundo por ser associado à natureza e simbolizar o universo.

Em Roma, chamado de Lupércio, é o deus dos pastores e de seu festival, celebrado no aniversário da fundação de seu templo, denominado de Lupercália, nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. Pã é associado com a caverna onde Rômulo e Remo foram amamentados por uma loba. Os sacerdotes que o cultuavam vestiam-se de pele de bode.

Nos últimos dias de Roma, os lobos ferozes vagavam próximos às casas. Os romanos então convidavam Lupercus para manter os lobos afastados.


Pã então perseguiu-a, mas Syrinx, ao chegar à margem do rio Ladon e vendo que já não tinha possibilidade de fuga, pediu às ninfas dos rios, as náiades, que mudassem a sua forma. Estas, ouvindo as suas preces, atendem o seu pedido a transformando em bambu. Quando Pã a alcançou e a quis agarrar, não havia nada, excepto o bambu e o som que o ar produzia ao atravessá-lo.Pã apaixonou-se por Syrinx, que rejeitou com desdém o seu amor, recusando-se a aceitá-lo como seu amante pelo facto de ele não ser nem homem, nem bode.

Quando, ao ouvir este som, Pã ficou encantado, e resolveu então juntar bambus de diferentes tamanhos, inventando um instrumento musical ao qual chamou syrinx, em honra à ninfa. Este instrumento musical é conhecido mais pelo nome de flauta de Pã, em honra ao próprio deus.

Pã teria sido um dos filhos de Zeus com sua ama de leite, a cabra Amalteia. Seu grande amor no entanto foi Selene, a Lua. Em uma versão egípcia, Pã estava com outros deuses nas margens do rio Nilo e surgiu Tifão, inimigo dos deuses. O medo transformou cada um dos deuses em animais e Pã, assustado, mergulhou num rio e disfarçou assim metade de seu corpo, sobrando apenas a cabeça e a parte superior do corpo, que se assemelhava a uma cabra; a parte submersa adotou uma aparência aquática. Zeus considerou este estratagema de Pã muito esperto e, como homenagem, transformou-o em uma constelação, a que seria Capricórnio
.

Lupércio ou Lupercus - Divindade da mitologia romana, personificado no rei Fauno, por vezes associado ao grego Pã. Protetor dos lobos.


Fauno (do latim Faunus, "favorável" ou também Fatuus, "destino" ou ainda "profeta" ) é nome exclusivo da mitologia romana, de onde o mito originou-se, como um rei do Lácio que foi transmutado em deus e, a seguir, sofreu diversas modificações, sincretismo com seres da religião grega ou mesmo da própria romana, causando grande confusão entre mitos variados, ora tão mesclados ao mito original que muitos não lhes distinguem diferenças (como, por exemplo, entre as criaturas chamadas de faunos – em Roma – e os sátiros, gregos).

Assim, para compreender a figura de Fauno, é preciso inicialmente saber que o nome era usado para denominar, essencialmente, três figuras distintas: Fauno, rei mítico do Lácio, deificado pelos romanos, muitas vezes confundido com Pã, com Silvano e/ou com Lupércio (como deus, era imortal); Faunos (no plural, embora possa ser usado no singular, quando individuado o ser) – criaturas que, tal como os sátiros gregos, possuíam um corpo meio humano, meio bode, e que seriam descendentes do rei Fauno.(Eram semideuses e, portanto, mortais); ou ainda, Fauno, um marinheiro que, tendo se apaixonado por Safo, obteve de Afrodite beleza e sedução a fim de que pudesse conquistar a poetisa.


A representação de Fauno, nas pinturas e esculturas antigas, é feita retratando-o como um homem de barbas, uma coroa de folhas sobre a cabeça e vestindo somente uma pele de cabras, segurando a cornucópia. Ovídio nos diz que tinha chifres na cabeça, e sua coroa era feita de pinus.

Já para os faunos, Dillaway diz que “Os romanos os chamavam Fauni e Ficarii. A denominação Ficarii não deriva do latim ficus que significa figo, como alguns imaginaram, mas de ficus, fici, uma espécie de tumor ou excrecência que cresce nas pálpebras e outras partes do corpo, que os faunos eram representados como possuidores.”


Fauno e Pã

Sendo uma antiga divindade da Itália, nos tempos romanos Fauno adquiriu características que o tornaram similar ao deus Pã, grego.Entretanto, os romanos não fizeram a assimilação direta de Pã a Fauno: ora suas características estão unidas, ora está relacionado ao deus Silvano.

Segundo Menard, os mitos gregos, ao se espalharem pela Itália fizeram com que se confundissem as relações entre Pã e Fauno, embora suas lendas fossem distintas.
Fauno e Silvano

Para Bulfinch, Silvano e Fauno eram deuses romanos tão similares a Pã, que os considera a mesma personagem com nomes distintos.A diferença, tênue, quando existente, é indicada por Dillaway, dizendo que “os faunos eram uma espécie de semi-deuses, que quando habitando as florestas eram também chamados Silvanos.”
Fauno e/ou Lupércio

Fauno, como protetor do gado, recebe o nome de Lupercus (ou Lupércio: "aquele que repele os lobos) Estes nomes teriam sido aqueles com os quais Pã fora identificado, em Roma. Já a associação dos nomes - Faunus Lupercus - parece comum.

Silvano
Silvano (no latim Silvanus) é um deus da Roma Antiga, das florestas (no latim silva, "selva" – donde vem-lhe o nome) que anterior a isto foi conhecido como o deus Fauno ou com o Pã grego. Alguns autores o descrevem como filho de Saturno , outros ainda de Fauno. 


Sua origem é bastante obscura.  Assim como Fauno, é deus puramente romano e, também como ele, tem por atribuição proteger as atividades pastoris. Entretanto Silvano guardava os bosques e se dizia que foi o primeiro a separar as propriedades nos campos. Apaixonara-se pelo belo jovem Cupressus que, convertido num cipreste, fez com que o deus passasse a andar com um ramo dessa árvore. É, ainda, músico assim como os demais deuses pastoris.

Silvano gosta de assustar os viajantes que andam solitários.

Segundo Murray, é representado como um homem jovem, totalmente humano (ao contrário de Fauno, que muitas vezes é representado caprípede), usando uma flauta pastoril e com um galho de árvore. Esse galho assinala sua condição de deus das matas; nalgumas versões, entretanto, lembra seu amor a Cupressus. Uma imagem sua está no templo de Saturno, em Roma. Para Dillaway, entretanto, as imagens que o representam mostram um homem baixo, com rosto humano e pernas de cabra; este autor confirma a presença do galho de cipreste, em lembrança a Cupressus – característica acentuada por Virgílio. Ainda segundo este autor, Silvano trazia um podão  e frutas relativas ao bosque.

Em Roma havia dois santuários dedicados a Silvano. Seus sacerdotes formavam um dos principais colégios da cidade-estado e gozavam de grande reputação, o que evidencia a fama de sua adoração, segundo Dillaway. Este autor reporta que os romanos receberam seu culto dos pelasgos, quando este povo migrou para a Itália; este povo consagrou-lhe os arvoredos, como a demonstrar que não havia lugar em que não houvesse a presença divina, estabelecendo ainda festivais em sua homenagem; neles, oferendas de porco e leite eram as que agradavam ao deus. Um monumento em Lacheslhe dá o epíteto de Littoralis, o que faz depreender que fosse adorado nas regiões costeiras. Por vezes aparece nu, noutras é vestido com uma roupa rústica, que lhe alcança os joelhos.

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A3

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lup%C3%A9rcio

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fauno

http://pt.wikipedia.org/wiki/Silvano


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