terça-feira, 18 de outubro de 2016

"O Que é Que Eu Tenho Hoje Com Esse Sete?"

Me espere, amor
Eu sou uma gata
e tenho sete vidas.
Espere sete anos,
que ainda estou
pintando o sete.
Aguarde ali no set
escolha uma fantasia
sete pulinhos a São Longuinho
e se olhe no espelho,
mas cuidado!
Sete anos de azar,
sete anos de labor.
Sete anos para esquecer
e me regenerar
e me perdoar.
Perdoe-me, amor
Setenta vezes sete
pelos sete pecados capitais
Senão nessa vida,
na outra, ou
na outra, ou
na outra, ou
na outra, ou
na outra, ou
na outra, ou
na outra, ou
nunca.
Eu sou uma gata
e tenho sete vidas.


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3 comentários:

  1. Segundo a Wikipédia, temos também o Set, "um deus egípcio da violência, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, da escuridão, das tempestades, dos animais e serpentes". Não que sua pessoa pareça ter origem egípcia, mas é curioso que o seu "sete" siga em busca um nobre sentimento!

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    1. Obrigada!!!Não imagina como contribuiu com seu comentário!!
      Se possível, gostaria de saber seu nome, aqui no blog seu comentário aparece apenas como anônimo :/
      "Não que sua pessoa pareça ter origem egípcia, mas é curioso que o seu "sete" siga em busca um nobre sentimento" essa sua frase veio a calhar. Realmente, quando escrevi esse poema, estava em uma fase transitória, de redescoberta e busca de um "nobre sentimento"...por outro lado, curioso isso da mitologia egípcia...nessa época estive em muita sintonia com o deus Set, estive violenta (comigo mesma, talvez), fui traída e tive ciúmes (e com razão). Posso dizer que passei por um período de deserto x guerra dentro de mim, um momento escuro, de tempestades e serpentes haha...
      Que bom que de tudo isso que vivi nesse período, a coisa mais terrível que fiz foi ter escrito esse poema kkkkkk
      Obrigada mesmo pela sua contribuição, se possível, por favor, me diga seu nome...E seja sempre bem vindo aqui com novos comentários, críticas, sugestões...mi casa es su casa ;)

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  2. Olá. Não tenho nome, não tenho rosto, sigo vagando por aí, sem fazer ruído, me esgueirando pelas sombras, sem ser notado. E vagueando assim, certo dia tropecei num prato de minestra e sempre voltava e voltava, muito curioso por, nesse cotidiano de frases tão curtas e ocas, existir alguém que ainda se esmera em tecer idéias com palavras calejadas de sentido. E não se preocupe ao não saber o que sou ou quem sou, estou aqui só por um acaso, como se fosse mais um vento do final de tarde a sussurrar coisas ao pé do ouvido.

    M.

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