terça-feira, 7 de março de 2017

"Do Mesmo Jeito"

Amor ideal
é amor do mesmo jeito
Você me diz para não perder o foco
mas aquele beijo que você me deu
ou não me deu
me fez eu me perder completamente
Nunca imaginei, de você, me ver assim
vir assim
Preciso de você em foco
preciso que seja meu foco
preciso que não se desvirtue
Você me faz voltar para a realidade
Amor virtual
é amor do mesmo jeito
amor irreal 
é amor do mesmo jeito
você é meu amor
do mesmo jeito.
Mas não faça isso
não me beije
não me ame
preciso que você seja
minha parte racional
meu guardião
quem me faz ter equilíbrio
entre emoção e razão
Razão da minha vida
você não existe mas
é amor do mesmo jeito.

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2 comentários:

  1. Olá. Você não gosta de clichês, mas convenhamos: eles sempre tem um quê de sabedoria popular, um tico de verdade sobre as coisas, um pouco do que as pessoas acreditam como é o mundo ou como ele deveria ser. Geralmente, em aulas de faculdades e afins, se prega que o clichê deve ser evitado, que ele empobrece o que se vê, se lê, se sente. No entanto, quando entramos na vida real, vemos clichês nas propagandas, nos filmes, na literatura. Por exemplo, quer coisa mais clichê do que escrever uma trilogia sobre aborrescentes em crise? E por quanto anos a Coca-Cola tem martelado o maldito clichê da felicidade engarrafada e nós o engolimos em goladas? Comida natural também já se tornou um clichê, de gente que anda de bicicleta ou Fusca, não faz a barba, usa camisa xadrez e adora se publicar sustentável usando um poluente iPhone. Facebook então, é um feed eterno de lindos clichês. Só que, quando a pessoa pensa mais um pouco, vai até a raiz da sua atitude, se tem um pouco de auto-crítica e coerência no fazer e no pensar (e nem cogitei o falar), bem, o mundo começa a parecer meio maluco. E não é de hoje, bem antes de me metamorfosear num parafuso, sempre desconfiei que viver clichês é impossível para mim, apesar de achá-los até bonitinhos como metáforas da vida. E se eu tivesse um Facebook (coisa que não tenho, ufa) e ficasse a postar coisas lindas sobre minha vida, em fotos e frases positivas, ou em verdades políticas e ideológicas fantásticas, me sentiria falso. Gostaria de ser um pouco mais miolo mole e não ficar pensando e analisando o que acontece durante o dia, como se várias vozes conversassem comigo mesmo opinando, criticando, relembrando. Se essas vozes se calassem um pouco eu poderia viver alguns clichês sem me importar, contente, mas querer não me importar já está me fazendo me importar, e o mundo mais uma vez parece maluco! Ou será eu?

    M, o parafuso.

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    1. Caro senhor M, o parafuso
      É verdade que sou contra clichês, mas talvez tenha me expressado mal. Não abomino clichês, e tem certas situações na vida que só cabem mesmo a eles.
      O que não consigo engolir é utilizar os clichês como algo sem expressão, que se fale só por falar, sem mergulhar no sentido profundo que eles contém.
      Eu odeio alguns clichês porque são óbvios demais, não te permitem se aprofundar no sentido que contêm. Já outros, eu amo, como festas surpresas, ou receber flores e caixas de bombom do namorado.
      O problema dos clichês, para mim, é a errônea utilização deles, em horas erradas, com objetivos errados. E aliás, tudo que se fala por falar, ou se faz por fazer, da boca ou do coração para fora, para mim não serve. Porque eu tenho que "significar". Eu tenho que "fazer sentido". Eu sou completamente semântica, minha vida depende de sentido para tudo.
      Por isso, utilizar clichê é algo que se deve ter muita cautela.
      Ah, e não dá para confundir clichê com estereótipo...o clichê é algo óbvio, tão óbvio que se torna chato, sem sentido. O estereótipo (ou arquétipo?) é construído socialmente, sendo um simulacro, que não necessariamente será um clichê.
      Enfim, te convido a brindarmos a semântica dos clichês!
      Grande abraço,
      Raquel dos Cabelos Cor de Mel

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